a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Simão

501O sumo sacerdote Simão50,1 Simão II foi o sumo sacerdote de cerca de 220 a 196 a.C., filho de Onias,

durante o seu tempo de vida reconstruiu a casa de Deus

e em seus dias reforçou o templo.

2Assentou também os alicerces das muralhas duplas,

o alto contraforte da muralha seria erigida ao redor do templo.

3No tempo em que ele era o sumo sacerdote

foi escavado um poço para guardar água;

era um reservatório semelhante ao tanque de bronze50,3 Este tanque ficava no templo e media dois metros e vinte de profundidade, quatro metros e quarenta de diâmetro e treze metros e vinte de circunferência. Ver 1 Rs 7,23–26.

4Preocupou-se em proteger o seu povo da desgraça

e fortificou a cidade para resistir aos ataques dos inimigos.

5Como ele era glorioso no meio do seu povo,

quando ele saía do lugar santíssimo!

6Era como a estrela da manhã entre as nuvens,

como o luar nos dias de lua cheia.

7Era como o Sol brilhando sobre o templo do Altíssimo,

como um brilhante arco-íris no meio de nuvens gloriosas.

8Era como as rosas nos dias de primavera,

como os lírios junto de correntes de água,

como paus de incenso nos dias de verão.

9Como o fogo e o incenso a queimar no altar,

como um vaso de ouro maciço

e enfeitado com todo o tipo de pedras preciosas.

10Era como uma oliveira carregada de azeitonas,

como um cipreste tão alto que se eleva até às nuvens.

11Quando Simão envergava o seu glorioso manto sacerdotal,

e se vestia de elevada perfeição e subia até ao altar sagrado,

ele fazia com que tudo à volta do santuário se enchesse de glória.

12Quando recebia as porções das mãos dos sacerdotes,

ficava de pé em frente do altar,

com os seu irmãos ao seu redor como uma coroa,

cercavam-no como uma plantação de jovens cedros do Líbano, como palmeiras.

13E todos os filhos de Arão, em seu esplendor, estavam com ele,

trazendo as ofertas para o Senhor nas suas mãos,

diante de toda a congregação de Israel.

14Simão terminava a cerimónia ritual no altar

e punha em ordem as ofertas para o Deus altíssimo, o Todo-Poderoso.

15Estendia a mão para uma taça e fazia uma libação de vinho50,15 Literalmente: sumo de uva.

derramando-a aos pés do altar,

oferta de cheiro agradável ao Altíssimo, o Rei do mundo.

16Então os sacerdotes, que eram filhos de Aarão,

gritavam e tocavam as suas trombetas de metal batido;

faziam ouvir grandes brados, para memorial diante do Altíssimo.

17No mesmo instante, todo o povo se apressava, de uma só vez,

a ajoelhar-se de rosto no chão para adorar o seu Senhor,

o Todo-Poderoso, o Deus altíssimo.

18O coro elevava a sua voz com canções;

em grandes brados ouviam-se doces melodias.

19E o povo orava ao Senhor, o Altíssimo,

com súplicas diante do Misericordioso,

até que terminasse a adoração ao Senhor,

e a cerimónia sagrada acabasse.

20Depois Simão descia e levantava as mãos

sobre toda a congregação de israelitas ali reunidos,

para proferir com os seus lábios a bênção do Senhor

e ter a honra de pronunciar o seu santo nome50,20 O sumo sacerdote era a única pessoa que tinha o direito de pronunciar o nome sagrado de Deus, Javé. Ver Ex 3,14 e nota. Fazia-o uma vez por ano, no Dia da Expiação..

21E mais uma vez o povo se ajoelhava

para receber a bênção do Altíssimo.

Oração

22Agora bendigam o Deus de tudo,

que faz grandes coisas em toda a parte.

Ele exalta os nossos dias desde o ventre materno

e trata-nos de acordo com a sua misericórdia.

23Que ele nos dê um coração alegre

e, durante os nossos dias de vida, dê paz a Israel

como nos tempos passados.

24Que ele nos confie a sua misericórdia

e nos redima ainda em vida.

Inimigos de Israel

25Há dois povos que eu detesto

e um terceiro que nem sequer é povo:

26os que vivem no monte da Samaria, os filisteus,

e o povo tolo que mora em Siquém.

Nota do autor

27Instrução sensata e conhecimento escreveu neste livro

Jesus, filho de Sira e neto de Eleazar, de Jerusalém;

derramou a sabedoria do seu coração como se fosse chuva.

28Feliz aquele que medita nestes ensinamentos;

se os guardar no seu coração, será sábio.

29Quem os praticar terá força para enfrentar tudo,

pois a luz ao Senhor guiará os seus passos.

1

Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»