a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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A canção de louvor de Tobite

131Tobite disse: 2«Louvado seja Deus que vive e reina para sempre. Ele castiga as pessoas, mas também tem compaixão. Ele manda-as para o mundo dos mortos, nas profundezas da terra, e trá-las de volta da terrível destruição. Não há nada que escape ao seu poder. 3Israelitas, louvem a Deus diante de todas as nações; foi ele quem vos espalhou por todas elas 4e nelas vos mostrou o seu poder. Deem glória a Deus diante de todos, pois é o nosso Deus e Pai. Ele é Deus eternamente. 5Castigou-vos pelos vossos pecados, mas terá compaixão de todos e vos trará de volta de todas as nações por onde estão espalhados. 6Quando se voltarem para ele com todo o coração e com toda a alma, a fim de viverem uma vida correta, então ele se voltará para vós e nunca mais se esconderá do seu povo. 7E agora lembrem-se daquilo que ele fez por vós e deem-lhe graças em voz alta. Louvem a Deus, que faz justiça; deem glória ao Rei eterno. 8Neste país onde estou prisioneiro, dou graças a Deus e falo do seu poder e da sua grandeza a uma nação de pecadores. Arrependam-se, pecadores, e façam o que Deus aprova. Pois talvez ele seja bondoso e tenha misericórdia de vós. 9Eu dou graças ao meu Deus, o rei do céu, e todo o meu ser se alegra com a sua grandeza. 10Que todos falem do seu poder e deem graças a Deus em Jerusalém. Jerusalém, a santa cidade de Deus, será castigada por causa dos pecados do seu povo; mas depois Deus terá compaixão dos que fazem o que é justo. 11Povo de Jerusalém, dá graças a Deus, pois ele é bom, e louva o Rei eterno13,11 Alguns manuscritos não têm os versículos 8–11a.. O teu templo será reconstruído, e todos se alegrarão de novo. 12Que Deus encha de alegria todos os prisioneiros que voltaram para Jerusalém, e que ele mostre o seu amor a todos os perseguidos, agora e para sempre. 13A luz de Jerusalém brilhará em todo o mundo e de longe virão para ela muitos povos. Moradores dos lugares mais distantes da terra virão a fim de adorarem o santo Deus, trazendo as suas ofertas para as apresentarem ao rei do céu. Gerações sem fim cantarão de alegria em Jerusalém e o nome da cidade que Deus ama permanecerá para sempre. 14Malditos sejam todos os que odeiam a cidade de Jerusalém! Malditos sejam todos os que destruírem e derrubarem as suas muralhas! Malditos sejam os que puserem abaixo as suas torres e incendiarem as suas casas! Mas serão abençoados eternamente aqueles que a tratarem com respeito. 15Portanto, alegra-te, Jerusalém, por causa dos teus justos filhos, pois todos se reunirão e louvarão ao Senhor eterno. Felizes os que amam Jerusalém e felizes os que se alegram com a sua riqueza! 16Felizes os que ficam tristes por causa dos sofrimentos dela, pois um dia cantarão de alegria ao verem a felicidade eterna de Jerusalém. Do fundo do meu coração quero louvar o Senhor, o grande Rei! 17Pois Jerusalém será reconstruída e ali Deus morará para sempre. Como serei feliz quando os meus descendentes virem a beleza de Jerusalém e derem graças ao Deus do céu! Os portões da cidade serão feitos de safiras e esmeraldas e as muralhas serão construídas com pedras preciosas. As torres serão de ouro e as fortificações de ouro fino. As ruas serão calçadas de rubis e de outras pedras preciosas. 18Em todos os portões se ouvirão hinos de louvor e em todas as ruas o povo cantará assim: “Louvem ao Senhor! Bendito seja o Deus de Israel!” Abençoados sejam os que bendisserem o teu santo nome para sempre.»

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»