a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Na casa de Raguel

71Quando Tobias e o anjo chegaram a Ecbátana, Tobias disse: «Azarias, meu irmão, leva-me agora mesmo para a casa do nosso parente Raguel.» O anjo levou-o, e ali encontraram Raguel sentado à entrada do pátio. Cumprimentaram-no e ele respondeu: «Sejam bem-vindos, meus irmãos! Espero que tenham feito uma boa viagem.» E levou-os para dentro de casa. 2Então chamou Edna, a sua esposa, e disse: «Tu não achas este rapaz muito parecido com o meu parente Tobite?» 3Edna perguntou-lhes: «De onde é que vocês são?» Eles responderam: «Somos da tribo de Neftali e viemos de Nínive, para onde as pessoas da nossa tribo foram levadas como prisioneiras.» 4Ela perguntou: «Conhecem o nosso parente Tobite?» «Sim» — responderam eles. «Conhecemos.» 5«Como é que ele tem passado?» perguntou ela. «Está vivo e tem passado bem» — responderam. E Tobias acrescentou: «Ele é o meu pai.» 6Então Raguel ficou de pé e, chorando de alegria, beijou Tobias e disse: «Que Deus te abençoe, meu filho. O teu pai é um homem bom e distinto. Mas é uma enorme tragédia que um homem tão bom e generoso como o teu pai tenha perdido a vista!» Ele abraçou Tobias e chorou. 7Edna, a sua esposa, e a sua filha Sara choraram também por causa de Tobite. 8Então Raguel mandou matar um carneiro do seu rebanho e os hospedou com grande alegria. 9Depois de tomarem banho e lavarem as mãos, os dois sentaram-se à mesa. Aí Tobias disse ao anjo Rafael: «Azarias, meu irmão, diz a Raguel que ele deve dar-me minha parente Sara em casamento.» 10Mas Raguel ouviu-o e disse ao rapaz: «Esta noite tu deves comer primeiro, beber e festejar. Tu és o único que tem o direito de casar com a minha filha Sara. Eu não posso dá-la a nenhum outro homem, pois tu és o meu parente mais chegado. Mas preciso de dizer-te a verdade, meu filho. 11Já dei Sara a sete homens, todos eles nossos parentes, e todos os sete morreram na noite do casamento, quando entraram no quarto de núpcias. Mas agora, meu filho, come e bebe. Eu tenho a certeza de que o Senhor cuidará dos dois.» 12Tobias respondeu: «Eu não comerei nem beberei nada até que prometas fazer o que eu estou a pedir.» Raguel disse: «Está bem, eu farei. De acordo com o mandamento da Lei de Moisés, dou-te Sara, pois já foi resolvido no céu que ela é tua. Recebe a tua parente como esposa. Daqui em diante tu és dela, e ela é tua. Hoje e para sempre, ela é tua esposa. Que o Senhor do céu vos abençoe esta noite, meu filho, e vos dê paz e prosperidade.» 13Raguel chamou Sara; quando ela chegou, ele pegou-a pela mão e entregou-a a Tobias, dizendo: «Recebe esta jovem; de acordo com o mandamento escrito na Lei de Moisés, ela é tua esposa. Leva-a para a casa do teu pai. Boa viagem, e que o Deus do céu vos dê prosperidade e paz.» 14Depois Raguel chamou a sua esposa e pediu-lhe que trouxesse uma folha de papiro, na qual escreveu o contrato de casamento, afirmando que tinha dado Sara em casamento a Tobias de acordo com o mandamento da Lei de Moisés. Então começaram a festa. 15Raguel disse a Edna, a sua esposa: «Querida, arruma o outro quarto de dormir e leva Sara para lá.» 16Edna foi, arrumou o quarto e levou Sara para lá. Muito emocionada, Edna começou a chorar. Depois enxugou as lágrimas e disse: 17«Tem coragem, minha filha! Que desta vez o Senhor do céu te dê alegria em vez de tristeza. Coragem, filha!»

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»