a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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O demónio foge

81Depois do jantar, resolveram ir dormir. Então levaram o jovem Tobias para o quarto. 2Ele lembrou-se do que Rafael tinha dito e tirou o fígado e o coração do peixe da bolsa, onde os tinha guardado, e colocou-os nas brasas do incenso. 3O cheiro espantou o demónio e ele fugiu para o sul do Egito8,3 Egito. Considerado o lugar mais afastado do mundo, morada de demónios e de espíritos maus.. Rafael foi atrás dele e, assim que o apanhou, amarrou-o com cordas.

A noite do casamento

4Depois de os outros saírem do quarto, e da porta estar fechada, Tobias levantou-se da cama e disse a Sara: «Sara, levanta-te e vamos orar, pedindo a Deus, o Senhor, que tenha misericórdia de nós e nos proteja.» 5Ela levantou-se, e os dois começaram a orar, pedindo a Deus que os protegesse. Tobias orou assim: «Louvado sejas, ó Deus dos nossos antepassados; que o teu nome seja louvado para sempre. Que os céus e tudo o que criaste te louvem para sempre. 6Tu criaste Adão e deste-lhe Eva, a sua esposa, para ser a sua companheira e ajudá-lo. E eles foram os pais da raça humana. Tu disseste: “Não é bom que o homem fique só; façamos uma companheira que seja como ele.” 7Ó Deus, eu agora tomo esta mulher como esposa, não por causa de paixões impuras, mas por motivos sinceros. Tem misericórdia de nós e permite que envelheçamos juntos.» 8Os dois disseram ámen. 9E dormiram a noite toda. 10Ainda era noite quando Raguel se levantou e chamou os empregados. Saíram juntos e cavaram uma cova porque Raguel tinha pensado assim: «Pode ser que Tobias morra, e não quero que os outros se riam de nós e nos insultem.» 11Quando acabaram de fazer a cova, Raguel entrou de novo em casa, chamou a sua esposa 12e disse: «Manda uma das empregadas ao quarto para ver se Tobias está vivo. Se ele morreu, então nós o enterraremos sem que ninguém saiba.» 13Chamaram a empregada, acenderam uma lamparina e abriram a porta do quarto. Ela entrou no quarto e viu que os dois estavam a dormir juntos, sossegadamente. 14Então saiu e contou aos patrões que Tobias estava vivo e que não tinha sofrido nenhum mal. 15Raguel e Edna louvaram8,15 Alguns manuscritos têm: Raguel louvou. o Deus do céu, dizendo: «Louvado sejas, ó Deus! Que todos te louvem para sempre, com um louvor puro e sincero. 16Louvado sejas, pois me encheste de alegria. De acordo com a tua grande misericórdia nos protegeste, e não aconteceu aquilo que imaginávamos. 17Louvado sejas, pois tiveste compaixão deste casal, destes dois que são filhos únicos. Tem misericórdia deles, ó Senhor, e protege-os; dá-lhes uma vida feliz e abençoada.» 18Então Raguel mandou que os empregados tapassem a cova antes do nascer do sol.

A festa de casamento

19Raguel pediu à esposa que fizesse muitos pães. Depois foi até ao curral, separou dois bois e quatro carneiros e mandou matá-los. E começaram a preparar uma festa. 20Então Raguel chamou Tobias e disse8,20 Alguns manuscritos têm: jurou.: «Tu vais precisar de ficar aqui catorze dias8,20 Normalmente a festa de casamento durava sete dias. Ver Gn 29,27.; só depois é que te poderás ir embora. Durante esse tempo vais comer e beber comigo. E assim a minha filha, que tem sido tão infeliz, vai ficar muito contente. 21Depois podes levar metade de tudo o que é meu e voltar em paz para a casa do teu pai. Quando a minha mulher e eu morrermos, vocês dois receberão a outra metade. Alegra-te, meu filho! Pois daqui em diante eu e Edna, a minha mulher, seremos teus pais, como já somos pais de Sara, tua esposa. Portanto, alegra-te!»

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»