a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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A justiça, fonte de vida

11Amem a justiça, autoridades do mundo;

tenham bons pensamentos a respeito do Senhor

e com corações sinceros procurem conhecê-lo.

2Pois os que não põem à prova o Senhor conseguem encontrá-lo;

ele mostra-se aos que têm fé nele.

3Pensamentos enganosos afastam-nos de Deus;

quando os insensatos põem o Todo-Poderoso à prova,

ele repreende-os.

4A sabedoria não entra na alma de quem pratica o mal

e não mora num corpo dominado pelo pecado.

5Pois o Espírito de Deus que instrui as pessoas foge dos mentirosos;

ele afasta-se dos que têm pensamentos estúpidos;

vai embora quando aparece alguém que comete injustiças.

6A sabedoria é um espírito que ama a Humanidade

e não perdoa a pessoa que diz blasfémias.

Pois Deus é testemunha dos sentimentos mais íntimos;

observa com clareza o interior dos corações

e ouve tudo o que a língua transmite.

7O Espírito do Senhor enche o mundo inteiro;

o Espírito, que liga e une todas as coisas,

sabe tudo o que é dito.

8Portanto, a pessoa que diz coisas más não pode esconder-se;

quando o juiz vier castigar, ela não escapará.

9As intenções dos ímpios serão examinadas

e tudo o que eles dizem será contado ao Senhor.

Assim todos eles serão castigados por causa das suas maldades.

10Os ouvidos atentos de Deus ouvem tudo;

ouvem até mesmo o mais ligeiro murmúrio.

11Portanto, não digam asneiras e não falem mal dos outros,

pois até o que se diz em segredo não ficará sem castigo

e quem conta mentiras está a caminhar para a morte.

12Não deixem que a vossa vida de pecados vos leve à morte;

não permitam que os vossos atos maus

conduzam à destruição da vossa vida.

13Pois Deus não fez a morte

e ele não tem prazer quando os seres vivos morrem.

14Ao contrário, ele criou todos os seres vivos para que vivessem,

e tudo o que ele fez neste mundo é bom para todos.

Não há veneno mortal em nada que ele criou;

não é a morte que governa o mundo,

15pois a justiça nunca morre.

Os que vivem sem Deus

16Por meio das suas ações e palavras,

os que vivem sem Deus convidam a morte a se encontrar com eles.

Pensam que a morte é uma amiga;

estão apaixonados por ela e fazem um acordo com ela,

pois merecem ser seus companheiros.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»