a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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A sabedoria na história do povo de Israel,

De Adão até José

101A sabedoria protegeu o pai da raça humana;

o primeiro homem10,1 Adão. Ver Gn 1,27; 3,20. formado e o único criado;

ela salvou-o do seu pecado

2e deu-lhe poder para dominar todas as coisas.

3Afastou-se dela um injusto10,3 Caim. Ver Gn 4,1–8. na sua ira,

e morreu porque numa fúria matou o seu irmão.

4Quando por causa dele a terra foi inundada,

a sabedoria salvou de novo o mundo,

conduzindo o justo10,4 Noé. Ver Gn 6,9—8,22. na feliz barca de madeira.

5Depois os povos entenderam-se para fazer o mal,

mas foram envergonhados.

Então a sabedoria escolheu um homem justo10,5 Abraão. Ver Gn 17,1—22,19.

e conservou-o perfeito diante de Deus;

deu-lhe força para ultrapassar o afeto pelo seu filho.

6Quando todos os pecadores estavam a morrer,

a sabedoria salvou um homem justo10,6 Lot. Ver Gn 19,1,

que assim escapou ao fogo que destruiu as Cinco Cidades.

7A prova da maldade daquela gente ainda existe:

aquele vale ainda é um deserto

e o fumo continua a subir da terra;

as árvores dão um fruto que não amadurece

e uma coluna de sal ficou como testemunho

sobre alguém que não acreditou10,7 A mulher de Lot..

8É que eles desprezaram a sabedoria.

Por isso, além de não conseguirem reconhecer o que era bom,

também deixaram no mundo uma prova da sua insensatez,

de modo que os seus pecados nunca serão esquecidos.

9Porém a sabedoria salvou do perigo

todos os que se preocupavam com ela.

10Quando um homem justo10,10 Jacob. Ver Gn 27,41—28,5. fugiu do ódio do seu irmão,

a sabedoria guiou-o por caminhos direitos;

mostrou-lhe o reino de Deus

e deu-lhe o conhecimento de coisas santas10,10 Ou: anjos.;

ela fez com que ele progredisse nos seus trabalhos

e fosse bem sucedido em tudo o que fazia.

11A sabedoria ajudou-o quando pessoas gananciosas tentaram explorá-lo

e fez com que ele enriquecesse.

12Defendeu-o dos seus inimigos

e protegeu-o das armadilhas que lhe armaram.

Quando enfrentou um difícil combate, deu-lhe a vitória,

a fim de que ele soubesse que não há nada mais forte

do que ter sentimentos de piedade.

13Quando um homem justo10,13 José. Ver Gn 37,12–36. foi vendido,

a sabedoria não o abandonou, mas livrou-o do pecado.

14Acompanhou-o quando foi parar à cadeia

e ficou com ele quando estava preso com correntes;

continuou ao seu lado até que ele chegou a governar o país;

deu-lhe poder sobre aqueles que o tinham maltratado.

Mostrou que aqueles que o acusavam estavam a mentir

e deu-lhe glória eterna.

A saída dos israelitas do Egito

15Foi a sabedoria quem salvou um povo piedoso,

uma gente irrepreensível.

Ela o livrou da nação que o tratava com crueldade,

16entrou na alma de um servo do Senhor10,16 Moisés.

e confrontou-se com reis terríveis.

17A sabedoria recompensou os santos pelo seu trabalho.

Guiou-os por um caminho maravilhoso;

foi para eles sombra durante o dia,

e durante a noite deu-lhes a luz das estrelas.

18Ela fez com que atravessassem o Mar Vermelho,

guiando-os pelo meio das águas profundas,

19mas fez com que os inimigos deles se afogassem

e depois atirou-os para o fundo do mar.

20Além disso, o povo de Deus levou consigo os despojos dos ímpios.

Assim eles cantaram hinos

em honra ao teu santo nome, ó Senhor,

e todos juntos te louvaram

pelo poder com que a tua mão os protegeu.

21A sabedoria fez com que os mudos falassem

e tornou eloquentes as criancinhas.

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Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»