a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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O povo de Israel não adora ídolos

151Mas tu, nosso Deus, és bondoso, fiel e paciente;

governas o mundo com misericórdia.

2Mesmo que pequemos,

somos teus e conhecemos o teu poder;

mas não queremos pecar, pois sabemos que te pertencemos.

3É por te conhecermos que vivemos com toda a retidão;

conhecer o teu poder é a fonte da imortalidade.

4Não nos enganaram esses ídolos inventados pelos artesãos,

e de nada valeu o trabalho dos pintores

que pintaram de várias cores essas imagens.

5Quando os insensatos as veem, ficam entusiasmados

e desejam possuir uma imagem sem vida, um ídolo morto.

6Tanto os que fazem os ídolos

como os que desejam tê-los e adorá-los

amam o mal e são igualmente merecedores dessas falsas esperanças.

O fabricante de ídolos

7Um oleiro amassa e molda o barro

de modo a fazer cada utensílio para nosso uso.

Do mesmo barro ele faz objetos que servem para serviços especiais

e outros ainda para coisas correntes.

É o oleiro quem decide para que tipo de serviço tal utensílio será usado.

8Ele gasta a sua força fazendo do mesmo barro um deus inútil,

ele que pouco antes foi feito do pó da terra

e pouco depois terá de voltar à terra da qual foi tirado,

quando tiver de entregar a Deus a alma que lhe foi emprestada.

9Ele não fica preocupado por saber que um dia vai morrer,

nem por saber que a sua vida será curta;

faz concorrência aos que trabalham em ouro e prata,

tenta imitar os que trabalham em bronze

e tem orgulho em fabricar falsidades.

10O coração do oleiro é feito de cinzas,

a sua esperança vale menos do que terra,

e a sua vida tem menos valor do que o barro.

11Pois ele não conhece o Deus que o modelou

e que insuflou nele uma alma ativa

e nele infundiu um espírito que dá vida.

12Ele pensa que a nossa vida é uma brincadeira,

que é uma feira de bons negócios.

Pensa também que é preciso tirar lucro de tudo,

mesmo daquilo que é mau.

13Esse homem, ao fazer com o mesmo barro objetos baratos e ídolos,

sabe melhor do que ninguém que está a pecar.

O castigo dos egípcios

14De todos os povos, os mais desgraçados,

e que têm menos senso do que uma criança, são os inimigos15,14 Os egípcios. que perseguiram o teu povo, ó Deus.

15Pois eles pensavam que todos os ídolos dos povos eram deuses:

ídolos que não têm olhos para ver, nem nariz para respirar,

nem ouvidos para ouvir, nem dedos das mãos para apalpar;

e os pés não lhes servem para andar.

16Pois foi um ser humano que os fez,

alguém cujo espírito lhe foi emprestado por Deus.

E nenhum ser humano consegue fazer um deus

que seja sequer igual a si mesmo.

17Como é um ser mortal,

as suas mãos pecadoras apenas fabricam coisas mortas.

É que ele tem mais valor do que as coisas que mais venera,

pois tem vida, coisa que os ídolos nunca tiveram.

18Esses inimigos do teu povo adoram os animais mais nojentos,

os piores e os menos inteligentes de todos.

19Esses animais nem são atraentes como outros;

se o fossem, as pessoas gostariam deles.

Esses animais não receberam de Deus

nem o elogio nem a bênção.

1

Introdução e saudação

11Este livro contém a revelação de Jesus Cristo que ele recebeu de Deus, para a dar a conhecer aos seus servos. Trata-se de coisas que hão de acontecer brevemente e que Cristo deu a conhecer ao seu servo João por um anjo que lhe enviou.

2João atesta tudo quanto viu em relação à palavra e ao testemunho de Jesus Cristo. 3Feliz aquele que lê este livro e felizes os que ouvem estas palavras proféticas e guardam o que aqui está escrito1,3 O autor afirma que é preciso ler, ouvir e guardar estas palavras. A Sagrada Escritura foi escrita por causa desta triologia verbal: ler, ouvir e guardar. Quem assim fizer, será feliz., porque tudo isto há de acontecer em breve.

4Eu, João, dirijo-me às sete igrejas da província da Ásia1,4 As sete igrejas são enumeradas no v. 11.. Desejo-vos graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, e ainda da parte dos sete espíritos1,4 Sete Espíritos. O número sete simboliza a perfeição. Os sete espíritos simbolizam, portanto, a ação misteriosa de Deus na história dos homens. que estão diante do seu trono, 5e de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro dos ressuscitados, o soberano dos reis da Terra.

Cristo ama-nos e pela sua morte libertou-nos dos nossos pecados. 6Ele fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele seja dada glória e o poder para todo o sempre. Ámen.

7Eis que ele vem com as nuvens.

Toda a gente o verá,

até mesmo os que o mataram.

Todos os povos da Terra se lamentarão por ele.

Assim há de ser! Ámen!

8Eu sou o Alfa e o Ómega1,8 Alfa e Ómega. Primeira e última letra do alfabeto grego (21,2; 22,13). A expressão significa: o Primeiro e o Último ou o Princípio e o Fim., diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

Cristo revela-se a João

9Eu sou João, vosso irmão, e participo convosco nas mesmas perseguições no reino de Deus e na perseverança por Jesus. Encontrava-me na ilha de Patmos1,9 Patmos. Pequena ilha do mar Egeu para onde os romanos exilavam as pessoas que julgavam politicamente indesejadas. por ter proclamado a palavra de Deus e o testemunho de Jesus. 10O Espírito de Deus apoderou-se de mim, no dia do Senhor, e eu ouvi atrás de mim uma voz forte que parecia a voz duma trombeta. 11Dizia assim: «Escreve num livro aquilo que vais ver, e manda-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.» 12Voltei-me para ver quem é que me falava e, ao voltar-me, vi sete castiçais de ouro1,12 Sete castiçais. Representam as sete igrejas a quem o autor escreveu. Ver 1,20.. 13E no meio dos castiçais estava alguém semelhante ao Filho do Homem vestido até aos pés com uma túnica comprida e uma faixa dourada à volta do peito. 14A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram ardentes como o fogo. 15Os seus pés brilhavam como bronze fundido na fornalha e a sua voz era como o ruído das grandes cascatas1,15 Para os v. 13–15, ver Dn 7,13; 10,5; 7,9; 10,6.. 16Na sua mão direita tinha sete estrelas; da sua boca saía uma espada de dois gumes muito afiada e o seu rosto brilhava como o sol do meio-dia.

17Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Mas ele pôs a sua mão direita em cima de mim e disse: «Não tenhas medo! Eu sou o primeiro e o último1,17 Para os v. 16–17, ver Is 49,2; Hb 4,12; Is 44,6; 48,12.. 18Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos. 19Escreve pois aquilo que viste, o que está a acontecer agora e o que vai acontecer mais tarde. 20O significado das sete estrelas que viste na minha mão direita e dos sete castiçais de ouro é o seguinte: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais são essas sete igrejas.»