Desfrutar e cuidar

Segunda-feira 8 julho 2019

A cada 31 de julho celebra-se O Dia Mundial do Vigilante da Natureza. Esta iniciativa, pouco falada entre nós, procura chamar a atenção para a relevância do trabalho dos guardas florestais tanto na proteção como na preservação da nossa fauna e flora nas mais de 100.000 áreas protegidas do nosso planeta. A Bíblia também nos confronta com a responsabilidade de cuidarmos do nosso património natural.

Se, por um lado as Escrituras desafiam-nos a reconhecer a «Terra» como um Património Valioso legado por Deus para dele desfrutarmos, por outro lado, no texto bíblico observamos também que, o direito a desfrutar da herança recebida coexiste com o dever de cuidar dela. Isto deverá convocar-nos à seguinte reflexão: Como devemos desfrutar e cuidar do nosso meio ambiente? No que respeita à primeira parte é relevante notar as propostas bíblicas de fruição do planeta: Descansar! (Ex. 20); passear na natureza (Gn 3,8) e orar com a criação! (Sl 19,2). No que concerne à segunda parte, cuidar do planeta, é um mandato divino (Gn 2,15) que consiste no desafio de trabalhar a «Terra» que é de todos mediante o compromisso de fazê-lo com responsabilidade.

A Bíblia lembra-nos ainda que perecemos por falta de conhecimento (Os 4,6). Conhecer o mundo em que habitamos deverá ser o primeiro passo para desfrutarmos e cuidarmos dele com responsabilidade. Os textos bíblicos estimulam-nos o desejo e encorajam-nos a «investigar» a natureza. Eles apresentam a ciência e a Palavra como dois livros de Deus e ensinam-nos a olhar para a vocação científica como um mandato de Deus! O texto da narrativa das origens ao relatar que “O homem deu nome a todos os animais domésticos, às aves e aos animais selvagens…” (Gn 2,20) revela-nos a primeira atividade cientifica. Ao nomear e identificar a biodiversidade o homem classificou, arrumou em grupos e adquiriu um conhecimento que lhe permite dominar espécies e reinos animais. Além dos processos de observação, identificação e nomeação, a Bíblia destaca a existência de pessoas versadas na explicitação dos mecanismos naturais. Afirma que, Salomão, além de ter pronunciaado provérbios e ter composto milhares de poemas, também dissertou sobre várias espécies de árvores e animais (I Rs 5,12-13). Acrescenta ainda que na construção do tabernáculo (Êx 31, 1-11), as representações da criação nele gravadas revelam o recurso à ciência e às artes visuais. Esculturas e gravuras de grande qualidade (1 Rs 6, 15-36; 7, 23-39; 1 e 2 Cr 3.5-7; 4, 1-7) bem como as “janelas com molduras artísticas” (1 Reis 6, 4) são referidas pelo seu sentido estético e não pela sua utilidade.

Neste sentido, a Bíblia propõe-nos a vocação científica como um mandato de Deus para conhecermos o legado que nos foi entregue, a fim de nos permitir desfrutar e zelar da casa de todos com responsabilidade.

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