36 - A queda de Israel - O PECADO SOB HOLOFOTES

A QUEDA DE ISRAEL
O que sobe tem de descer. Pelo menos, é assim que acontece com a maioria das coisas. Infelizmente, também, foi assim com Israel. Tinham atingido feitos gloriosos, sob o reinado do Rei David. E parecia que, finalmente, o povo que Deus escolhera para ser o seu, tinha conseguido: território, paz e — acima de tudo — um relacionamento especial com o Deus verdadeiro.

Mas, como veremos nas próximas cinco leituras, os Israelitas não foram ca-pazes de resistir à tentação de desobedecer à Lei de Deus e de continuar a adorar os ídolos. Como resultado, Deus permitiu que os Babilónios, vizinhos impiedosos e poderosos de Israel, lhe infligissem um castigo severo.

Mas, antes que nos tornemos demasiado presunçosos, é bom admitir que, nós temos o mesmo problema. Como diz o ditado: “Resisto a tudo, menos à tentação.” Uma das grandes lições desta secção é, que todos precisamos da ajuda de Deus e dos nossos irmãos cristãos, para evitar ceder ao pecado. E, como veremos, até os líderes espirituais necessitam de apoio e de prestar contas de uma forma franca, para evitarem cair nas armadilhas do inimigo.

Vemos isto demonstrado na vida de três grandes personagens bíblicas. O rei David cometeu adultério e planeou um crime, no auge do seu sucesso. Deus perdoou-o e continuou a usá-lo, como o seu líder escolhido, mas David viveu com as consequências dos seus atos — conflito e divisão na família — para o resto da vida.

O rei Salomão, o homem mais sábio que jamais viveu, não conseguiu resistir à tentação de adorar os ídolos, ainda, que por pouco tempo. O problema foi que, essa atitude deu início a um padrão de idolatria que foi piorando, cada vez mais, com os reis que se lhe seguiram. Por fim, Deus teve de acabar com aquilo, apesar, de no princípio, não parecer ter grande importância.

E, finalmente, conheceremos Elias, um dos profetas mais corajosos da Bíblia, apesar, das suas falhas. Após um ajuste de contas bem sucedido com os pro-fetas de Baal, Elias, abandona o posto, sem autorização superior e desiste do seu trabalho para Deus.

O pecado pode envolver uma situação pública ou, tão despercebida, como o passo de um bebé. Pode, até, levar-nos a fugir de Deus. Devemos estar sem-pre atentos. No momento em que pensarmos: “Eu, jamais faria aquilo”, essa é a altura em que estamos mais vulneráveis a cair.

ORAÇÃO
Somente tu, Senhor, és digno de adoração e honra e glória. Eu louvo-te hoje, ao ler à tua Palavra.

Texto (s) da Bíblia

REFLEXÃO

Dizem que quando um líder cristão cai, geralmente, a causa é uma de duas: dinheiro ou moral. David não parecia ter problemas com o primeiro (1 Crónicas 29:1-30). Infelizmente, parecia ter uma fraqueza com a segunda, pelo menos, neste episódio bastante conhecido. De facto, é triste, mas, verdade: uma vida de sucessos pode ser ensombrada, por uma perda temporária da capacidade de avaliação auto-crítica.

Como pôde David fazer tal coisa? Como pôde o “homem de acordo com o coração de Deus”, o homem que mostrou tanta coragem ao derrotar Golias, o homem que demonstrou tanta integridade ao resistir às tentativas paranóicas de Saul para o matar… como pôde, a mesma pessoa, ser tão pronta para cometer adultério, planear um homicídio e depois usar a sua posição de poder para o encobrir?

A resposta para David, é a mesma para nós, hoje. Não importa o quão fortes possa-mos ser, todos temos lugares na nossa vida que fraquejam perante a atração do pecado. Por essa razão, o maior erro que podemos cometer é esquecermo-nos disso, ou pensar que isso não nos afeta. Muitas das vezes, o momento em que estamos mais sujeitos a tropeçar é depois de termos feito um progresso espiritual. Por isso, é tão importante fazer parte de uma comunidade cristã, que nos conheça o suficientemente bem, para nos responsabilizar. Sem isso, até o cristão mais forte pode cair.

Outra questão que surge desta passagem é: por que foi David perdoado e Saul rejeitado? Afinal de contas, ambos pecaram contra o Senhor. A resposta resume-se numa única palavra: arrependimento. Quando David foi confrontado com o seu pecado (12:1-10), arrependeu-se imediata e genuinamente (12:13; Salmos 51). Infelizmente, a atitude de Saul foi racionalizar as suas ações (1 Samuel 13:1-15). Pode ser, incrivelmente, difícil e doloroso admitir o nosso pecado, perante os outros e diante de Deus. Mas, quando o fazemos, Deus remove o peso, dá-nos alegria e aproxima-nos dele de uma forma que não poderíamos experimentar de outra maneira.

APLICAÇÃO

Como reages quando tomas consciência do teu pecado? Já alguém foi um “Natan” para ti?

ORAÇÃO

“Examina-me, ó Deus, e conhece o meu coração; põe-me à prova e conhece os meus pensamentos. Vê se eu sigo pelo caminho do mal e guia-me pelo caminho eterno.” (Salmos 139:23-24).

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