51 - A Palavra viva - NO PRINCÍPIO, OUTRA VEZ

A PALAVRA VIVA
Parabéns! Chegaste a meio do Essencial 100! Depois de 50 leituras no Antigo Testamento estás preparado para te lançares no Novo Testamento. E, natural-mente, o ponto central das próximas 50 leituras será uma pessoa — Jesus Cristo.

Deus tem vindo a cumprir o seu plano de salvação, desde que Adão e Eva lhe desobedeceram no Jardim do Éden. Até agora, a maior parte desse plano envol-via o povo de Israel, a nação Judaica. Vimos como Deus se revelou através de sinais e maravilhas no Egito, através da Lei e, posteriormente, através da men-sagem dos profetas. Mas, ao terminarmos o Antigo Testamento, ficamos com a sensação de que ainda faltava alguma coisa. O povo continuava a virar-lhe as costas. Não eram capazes de endireitar as coisas com Deus por si próprios.

Foi por isso que Deus tomou a decisão dramática de enviar o seu próprio Filho, Jesus Cristo, à terra. O que Deus tinha vindo a dizer ao povo, durante anos e anos, e de várias maneiras dizia, agora, pessoalmente (Hebreus 1:1-3). É difícil de atenuar o significado deste evento singular. Na verdade, a vinda de Jesus Cristo é o momento mais marcante na história da humanidade.

Mas, isto acaba, também, por introduzir a questão mais importante de toda a História, à qual, todos terão de responder: “Quem é Jesus?” (Lucas 9:18-27). Como verás imediatamente, nas próximas cinco leituras, o Novo Testamento é muito claro na resposta. Jesus é Deus em forma humana (João 1:14), o Messias prometido que veio à terra para nos salvar dos nossos pecados (João 1:29-34).

É claro, que muitas pessoas não estão dispostas a aceitar o que a Bíblia ensina acerca de Jesus. A resposta do escritor C.S. Lewis, no seu livro Mere Christianity (Cristianismo Puro e Simples, Ed. Martins Fontes, Brasil) talvez seja a melhor resposta para esse ponto de vista. Ele escreveu o seguinte:

Estou com isto, a tentar evitar que alguém diga o verdadeiro disparate que as pessoas frequentemente dizem sobre Ele: “Estou pronto a aceitar Jesus como um grande professor de moral, mas, não aceito a sua pretensão de ser Deus.” Esta é a única coisa, que não devemos dizer. Um homem que fosse apenas um homem e dissesse as coisas que Jesus disse, não seria um bom professor de moral. Seria doido — ao mesmo nível de um homem que afirme ser um ovo es-calfado — ou então, seria o Diabo do Inferno. Têm de se decidir. Ou este homem era, e é, o Filho de Deus, ou então era um doido ou algo pior. Podem tomá-Lo por louco, podem cuspir-Lhe e matá-Lo como a um demónio; ou podem cair aos seus pés e chamá-Lo de Senhor e Deus. Mas, deixemo-nos de paternalismos absurdos acerca de Ele ser um grande professor humano. Ele não nos dá espa-ço para tal. Não era essa a sua intenção.
(Mere Christianity, MacMillan Publishing Company, 1943).

ORAÇÃO
Pai, queria encontrar o teu Filho, Jesus Cristo, hoje, de uma forma nova e real.

Texto (s) da Bíblia

REFLEXÃO

“Ok… havia um homem chamado Jesus e estou a escrever-vos isto para vos con-tar todas as coisas maravilhosas que ele fez.” Era desta forma que eu teria começado o meu evangelho. Mas, João não. Ele começou bastante acima das nuvens (1:1-5) — antes do tempo, antes da criação, antes de tudo.

A sua frase inaugural, “No princípio…” (1:1), faz um paralelo com o primeiro versículo do Génesis. João queria que soubéssemos que a vinda de Jesus era tão importante como a criação do mundo; era, literalmente, o início de uma nova criação (2 Coríntios 5:17). Ele usou uma expressão um tanto misteriosa, “a Palavra” (1:1), para descrever Jesus. O facto, é que o que Deus tinha vindo a dizer à humanidade, à distância de tantos anos — através da criação, dos sinais e maravilhas, através da Lei e dos Profetas — agora dizia em pessoa. Jesus Cristo era o próprio Deus (1:1, 14), a Palavra viva. Se quiseres saber como Deus é, olha para Jesus.

O mais triste é que as pessoas daquele tempo, não perceberam! Não perceberam quem Jesus era verdadeiramente (1:5, 10). Hoje em dia, isto ainda acontece. Muitos aceitam-no como um homem bom ou um grande professor de moral, ou até mesmo como um modelo único de formação de equipas ou de liderança. Mas, a menos que o aceitemos, também, como Deus (1:14), é o mes-mo que rejeitá-lo (1:11).

As Boas Novas são que Deus ama-nos e, através de Jesus, encontrou a forma de fazer com que todas as pessoas possam ser seus filhos (1:12). O nosso relaciona-mento com Deus já não está dependente de sacrifícios ou de guardarmos um conjunto de leis, como vimos no Antigo Testamento (1:17a). Tudo o que Deus quer que façamos é “receber” e “acreditar” em Jesus. Só, assim, podemos des-cobrir as bênçãos incríveis que Deus nos quer dar (1:16-17) — sendo, a melhor de todas, o relacionamento pessoal com ele por toda a eternidade. É isto o que desejas?

APLICAÇÃO

Podes dizer, honestamente, que já recebeste Jesus e que acreditas nele?

ORAÇÃO

Pai, é desconcertante pensar que vieste a este mundo, porque, desejavas ter um relacionamento comigo. Eu recebo e acredito em Jesus. Por favor, aproxima-me de ti.