56 - Os ensinamentos de Jesus - FELICIDADE RADICAL

OS ENSINAMENTOS DE JESUS
Imagina que estavas vivo quando Jesus veio à terra, e que tinhas a oportunidade de o ouvir ensinar. Talvez estivesses na encosta onde ele pregou o Sermão do Monte, ou no meio da multidão, quando contou uma das suas parábolas profundas. Agora, imagina que foste passar a noite a casa e, ao entrares, alguém da tua família diz: “Então, o que é que ele tinha para dizer?” De que forma resumirias os ensinamentos de Jesus?

Esta é a missão impossível que enfrentamos agora — captar a essência dos ensinos de Jesus em cinco curtas leituras. Jesus estava sempre a ensinar, por-que, sabia que as suas ações falavam tão alto, senão mais, ainda, do que as suas palavras.

Por exemplo, uma das leituras desta secção inclui “A Oração do Senhor” (Mateus 6:9-13). Mas o ensino mais eficaz de Jesus sobre a oração, pode não ter sido este modelo de oração em particular, mas sim, o seu estilo de vida de oração. Repara no que instigou o interesse dos discípulos pela oração (Lucas 11:1a). Ao lermos os Evangelhos, encontramos referências frequentes ao padrão de oração de Jesus (Marcos 1:35).

Jesus praticava o que pregava, e isso foi um dos fatores que lhe deu credibilidade enquanto professor (Mateus 5:19b). Naturalmente, o fator principal era facto de ele ser Deus em forma humana. Os seus ouvintes, não perceberam isso. Mas, quanto mais ensinava, mais eles se apercebiam de que ele era único (Mateus 7:28-29).

As nossas leituras centram-se nas pregações e parábolas de Jesus. O Sermão do Monte é, sem dúvida, o maior sermão alguma vez pregado. Jesus proferiu-o no início do seu ministério, quando começava a chamar a atenção pública. Em vez de palavras “agradáveis ao ouvido”, ele dava às multidões, uma dose completa de ensinos morais e éticos, que convocavam as pessoas a viver um padrão de vida, o mais elevado possível (Mateus 5:48). Jesus nunca “aligeirou” a sua mensagem.

Quanto às parábolas, Jesus sabia que contar histórias sobre coisas comuns e situações familiares da vida, ia ajudá-lo a criar laços com os seus ouvintes. Também, lhe permitia realçar a hipocrisia e o pecado dos líderes religiosos que se lhe opunham, sem parecer demasiado hostil.

Como verás, a pregação e o contar de história combinados com um estilo de vida consistente — era a fórmula sábia de Jesus transmitir a sua mensagem.

ORAÇÃO
“Que as minhas palavras e os meus pensamentos sejam bem aceites por ti, ó SENHOR, meu refúgio e meu libertador.” (Salmos 119:15)

Texto (s) da Bíblia

REFLEXÃO

Hoje em dia, quando as pessoas pensam no Sermão do Monte, muitas vezes, referem-se às “Bem-aventuranças”, por causa das nove afirmações que Jesus fez no início desta passagem (5:1-12). “Bem-aventurança” significa “abençoado” ou, literalmente, “feliz”. Por outras palavras, Jesus começa o melhor sermão do mundo a definir o que é a verdadeira felicidade. Parece promissor.

O problema é que Jesus só falou de falhados — os pobres de espírito, os que choram, os humildes e perseguidos. Ninguém quer andar com pessoas destas. Mas, segundo Jesus, o caminho para a felicidade, passa por sair da nossa zona de conforto e acolher os que estão em dificuldades. Jesus amou os abatidos e os excluídos e, se quisermos ser seus seguidores, também teremos de o fazer.

Seguidamente, Jesus tocou noutro assunto delicado: influenciar os outros (5:13-16). Hoje em dia, muitos pensam que a coisa mais importante na religião é mantê-la privada. Para estas pessoas, a privacidade é mais importante do que a verdade. Mas, Jesus desafiou os seus seguidores a serem como o sal — dando sabor e preservando o mundo com o evangelho — e como a luz – demonstrando o evangelho através das suas ações. Quando descobrires “o caminho, a ver-dade e a vida” (João 14:6), vai ser impossível mantê-lo escondido (5:14-15). Como disse Francisco de Assis: “Preguem o evangelho sempre. Usem palavras quando for necessário.”

Jesus continuou a abordar alguns assuntos mais complicados ainda — assassínio, adultério, divórcio, vingança e outros (5:21-48). Em cada um dos casos, ele referiu-se ao ensino da Lei (“Ouviram o que foi dito…”) e elevou a fasquia ao concentrar-se na origem do problema: o coração (5:28). De nada serve seguir uma lista de regras, se o coração não estiver comprometido com a motivação correta — reconciliação, fidelidade, perdão e amor. Foram estas coisas que Jesus mais valorizou.

APLICAÇÃO

O que te faz feliz? Que parte do Sermão do Monte pensas ser mais desafiante? Porquê?

ORAÇÃO

Senhor, a busca da felicidade ocupa muito do meu tempo e energia. Talvez até demasiado. Ajuda-me a ter as prioridades certas.