Em tempo de distância abrace uma causa!

A atriz e apresentadora de televisão Catarina Furtado afirma que “a solidariedade vai ser a chave da nossa sobrevivência”. Todos sabemos o valor da solidariedade e, mais uma vez, os portugueses estão a responder à chamada! (Mesmo quando ainda está fresca a memória do «escaldão» que apanhámos com as campanhas de angariação de fundos para ajudar as vítimas dos incêndios que devastaram o nosso país) Mas olhemos antes para a promessa da conquista da nossa terra e não para os gigantes que (ainda) cá moram!

Os principais intervenientes do futebol nacional estão a equipar os nossos hospitais com material de apoio no combate ao novo coronavírus. Especialmente ventiladores. Mas por todo o país assistimos, outra vez, a uma onda de solidariedade nacional ímpar! As iniciativas multiplicam-se: das cogulas que uma escola de costura está a produzir, à matéria prima doada; dos voluntários para colmatar os técnicos dos lares que, infetados ou sob suspeita, têm de ficar de quarentena, aos supermercados que criaram um horário especial para atender os profissionais de saúde e as forças de segurança; dos pequenos almoços oferecidos aos profissionais de saúde, às unidades hoteleiras que que se oferecem para acolhe-los de modo a que, isolados, possam descansar sem por em perigo as suas famílias. Os mecenas, figuras públicas ou anónimos, empresários ou estudantes, são muitos e diversos.

A Bíblia relata-nos centenas de histórias de solidariedade, mas deixem-me lembrar aqui dois pequenos textos que, separados por 600 anos no tempo, mostram que a solidariedade vai para além do interesse em suprir a necessidade do outro.  Ser solidário é ter, também, compaixão pela sua dor. Por ocasião da dramática destruição da cidade de Jerusalém, o profeta Jeremias exclamou: “Os meus olhos são fontes inesgotáveis que não cessam de chorar, até que o Senhor se incline, lá do alto, e veja! Já me doem os olhos de chorar pelo que aconteceu às mulheres da minha cidade” (Lm 3, 51) Seis séculos depois o Apóstolo Paulo exorta a igreja em Roma: Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram” (Rm 12:15). Além do que podes fazer pelo outro, estes versos mostram-nos que a solidariedade não se reduz à ação de fazer o bem. É um combate contra o nosso egoísmo. Uma decisão de olhar para nós e nos compreendermos a partir da condição do outro. Não se trata de chorar e rir porque sentimos tristeza ou alegria. Choramos e rimos por causa da tristeza e da alegria daquele que chora e ri. E há tempo para chorar e tempo para rir. Por nós, certamente! Mas sobretudo por aqueles que, independentemente do nosso estado de alma, precisam e esperam por nós. E não apenas… de nós!

Embora separados não estamos divididos! Recolhidos, mas não paralisados! Por isso, em tempos de distanciamento abrace uma causa! Faça o bem àquele que lhe está próximo e veja-se a partir dele! É certo que não temos todos os mesmos recursos e condições de mobilidade! Mas muitas vezes basta uma palavra! Um telefonema até! Entrevistado pela colega da RTP, o pivô da SIC, Rodrigo Guedes de Carvalho deixa-nos um exemplo: “se o que eu digo e como eu digo ajudar alguém, nem que seja uma pessoa a ter esperança, então eu vou continuar a fazê-lo…” Termino lembrando o que a Bíblia ensina: “Que ninguém procure o seu próprio bem, mas sim o dos outros (I Co 10, 24).

Simão Fonseca
(Colaborador da Sociedade Bíblica)

Sociedade Bíblica de Portugal
Rua José Estêvão, 4-B,
1150-202 Lisboa,
Telefone: (+351) 213 545 534
info@sociedade-biblica.pt
www.lojadabiblia.pt
A SOCIEDADE BÍBLICA DE PORTUGAL Desde 1809 a operar em Portugal, a sua missão é Levar a Bíblia às pessoas e trazer as pessoas à Bíblia! Integra as Sociedades Bíblicas Unidas que atuam em mais de 200 países.
Google Playstore

Apple Appstore