Como lidar com o desespero

Desespero vem do latim Desperare que significa perder a esperança.

Olho à minha volta desesperado. De onde me virá o socorro? Caem mil à minha esquerda e dez mil à minha direita. Será que Deus se esqueceu de mim? De nós?

Vivemos tempos em que é fácil perder a esperança. Todos os dias vemos o número de mortes no mundo a aumentar. Até o nosso jardim à beira-mar plantado já foi atingido.

O desespero pode levar-nos a cometer ações insensatas, não comedidas, até ao ponto de atentarmos contra o nosso corpo e eventualmente contra a nossa vida. Como reagir? Como enfrentar estas situações? Poderemos sentir, talvez mais forte do que nunca, o desejo de estar com Cristo, na presença do Eterno, onde não haverá mais choro e tristeza.

O salmista coloca Deus na primeira pessoa a dirigir-se a cada um de nós: “Parem! Reconheçam, que eu sou Deus!”. Podemos ouvir Deus dizer, aquietem-se, Eu estou no controlo! Confiem em mim!

Após recolocarmos a nossa confiança em Deus, e sabermos que para os filhos de Deus o melhor sítio em que poderão estar depois de deixarem esta habitação terrena, é junto do Pai celestial, podemos despertar para a exortação do apóstolo Paulo neste texto: “… agradar a Deus!” (II Co 5:8-11)

Somos chamados a agradar a Deus. O nosso leitmotiv pode e deve ser este: “agradar a Deus, sempre!”. Olhemos para o nosso interior, para esse vasto mundo interno, olhemos também à nossa volta, para esse vasto mundo externo, com tanta gente que desespera, por falta de esperança. Estamos a viver o Bem? Estaremos nós a viver o bem no nosso corpo? Na nossa terra? Todos teremos que comparecer no tribunal de Cristo e receberemos pelo que tivermos feito. Agradar a Deus, sempre!

Para alguns de nós a passagem pelo desespero, poderá ser a nossa “cura”. Sobreviver ao desespero e experimentar a misericórdia, o amor infinito e transbordante de Deus. A passagem que se encontra logo no primeiro capítulo do livro de Provérbios entre os versículos 24 e 32 pode eventualmente explicar muitas situações de desespero pelas quais passamos, mas a esperança encontra-se no v.33 “Mas aquele que me ouvir viverá tranquilo, seguro e sem receio de mal algum”. Agradar a Deus, sempre!

Emprestando do vírus o seu modus operandi que nos infeta, contagia e altera o nosso genoma, possamos nós, agentes de Deus e seus embaixadores, persuadir os que nos rodeiam, infetá-los, contagiá-los e através do Espírito Santo “alterar-lhes o genoma”, tornando-se novas criaturas para a glória de Deus por Cristo Jesus. Amém!

 

João Calaim
(Presidente da Direção da Sociedade Bíblica)

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