Não te mandei Eu?

O Povo de Deus acabava de sair do Egito e de terminar os 40 anos da sua peregrinação no deserto. Encontravam-se na margem esquerda do Jordão na vasta planície do Vale de Acor, às portas da esperança. Do outro lado encontrava-se a Terra Prometida a Abraão, Isaque e Jacob dominada pela grande cidade de Jericó que se erguia inexpugnável. Uma terra que tinha de ser conquistada pelas armas com tudo o que isto implicava de sofrimentos. Era necessária disciplina, liderança forte e firmeza nas ordens que Deus tinha dado a Josué.  Deus lhe disse: “Como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei (Js 1:5). Mesmo assim, a tarefa incumbida era assustadora, difícil e cheia de percalços.

Somos, por vezes, chegados a momentos cruciais da nossa vida pessoal, ou da história humana, nos quais nos interrogamos e queremos de modo muito particular ter a confirmação categórica de Deus: “Esforça-te e tem bom ânimo”, “serei contigo”, “não te deixarei”, “nem te desampararei”.  E diz ainda: “esforça-te, e sê corajoso”. Num outro momento, diante de uma situação também de rutura, Cristo, no cenáculo, após ter realizado a última Ceia com os seus discípulos, sabendo que ia partir e que eles iriam ficar sós, disse-lhes: “No mundo tereis aflições. Mas tende ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 16:33). Noutra parte Cristo afirma: “Certamente estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mt 28:20).

São inúmeras as promessas e garantias de Deus para o Seu povo, no entanto, todas elas são de caráter condicional: “Esforça-te, e sê corajoso”, “Não te deixarei, nem te desampararei”. Contudo, “Cuida em fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou, dela não te desvies, nem para a direita, nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei; medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo o que nele está escrito. Então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido. Não te mandei Eu?” (Js 1:7-9). A Palavra de Deus é o único guia seguro.

Deus deseja proteger-nos, abençoar-nos, mas aconselha-nos fidelidade a tudo quanto nos ensinou. Quão frequentemente somos vítimas da nossa desobediência em muitos aspetos da vida, quer no comer, no beber, no excesso de trabalho, na falta de descanso, no respeito das mais elementares leis da higiene, da ousadia que nos coloca por vezes em perigo, quer em horas de lazer, na estrada, quando conduzimos e em muitas outras situações.

Todos os dias temos de morrer para o nosso eu. “Vigiai e Orai”, disse o Mestre. É verdade que oramos, mas pouco vigiamos. Temos de ter uma atitude mais pró-ativa, voltada para aquilo que deve ser e menos para aquilo que desejo fazer. A prudência é a mãe de toda a ciência. Somos todos vítimas dos nossos desejos e acabamos por sofrer e fazer sofrer os nossos semelhantes, a começar pelos nossos familiares. Na época presente que estamos a atravessar, quão importante é que saibamos ter domínio próprio, disciplina, respeito pelas múltiplas leis, da física, da higiene, da saúde, dos corretos comportamentos. Então poderemos ouvir: “Esforça-te e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo.”

 

Joaquim Nogueira
Pastor da Igreja Adventista

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