Boas notícias ou velhas verdades?

 Quando recebemos uma boa notícia, é natural que fiquemos eufóricos, cheios de alegria e de grandes expectativas. Existem, porém, algumas boas notícias com as quais já estamos tão habituados, e que vemos como tão naturais, que já não nos empolga tanto quanto deveriam. Na verdade, desfrutamos cotidianamente de bênçãos tais, e tão maravilhosas, que muitas vezes já não as valorizamos, e nem mesmo as enxergamos, pois nos parecem como direitos nossos, e não como dádivas divinas. Dentre essas bênçãos, está a própria existência do nosso Deus, a respeito da qual os cristãos em geral estão tão convictos e seguros, que já não lhes soa mais como uma boa notícia, mas como uma velha verdade. Contudo, as coisas não deveriam ser assim: a confiança na existência de Deus – e não somente em sua existência, mas em sua bondade, misericórdia e cuidado por nós, que nos foram revelados em Cristo – é a nossa maior riqueza, pois diante disso tudo o demais fica em segundo plano, sejam as vitórias, sejam as adversidades. Perceber essas coisas como boas notícias, como verdadeiras dádivas, é o que pode nos sustentar nos momentos mais adversos: por causa da palavra de Cristo, na qual temos posto a nossa confiança, podemos nos apegar a Deus como um esconderijo, como uma fortaleza, que nos protegerá de tudo, por pior que possa parecer. Diante de uma fé que se alegra com a existência de um Deus amoroso e protetor, quaisquer lutas se tornam menos pesadas, quaisquer adversidades se revelam superáveis. E mesmo que as previsões sejam calamitosas, mesmo que as estatísticas sejam desfavoráveis, nós sabemos que, diante do nosso Deus, nós não somos apenas mais um, e sim alguém especial que Deus criou, que Deus amou, e a favor de quem Deus ofereceu o seu próprio Filho, em sacrifício, para resgatar, regenerar, liberar e, portanto, se ver sempre transbordante de alegria e de confiança. Que toda essa boa notícia não seja para nós como algo natural, já envelhecido, mas sim uma bênção sobrenatural, à qual podemos nos apegar hoje, sentindo-nos cuidados e protegidos por um Deus que não está alheio a nossas lutas e temores, mas que é protetor como um verdadeiro Pai.

Luís Henriques M. Fernandes
(Investigador do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra e colaborador da Sociedade Bíblica)

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