a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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Construção do templo

61Salomão começou a construção do templo do Senhor quatrocentos e oitenta anos depois da saída dos israelitas do Egito. Havia quatro anos que Salomão era rei de Israel. Os trabalhos de construção começaram durante o mês de Ziv, isto é, o segundo mês do ano. 2O templo que o rei Salomão construiu para o Senhor media trinta metros de comprimento, dez metros de largura e quinze metros de altura. 3O pórtico à entrada do templo media dez metros de largura, tanto como a largura do templo, e cinco metros de profundidade. 4Salomão fez no templo janelas com persianas e grades6,4 Texto hebraico de difícil compreensão.. 5Construiu, contra as paredes do templo e os muros que rodeavam o edifício, um anexo de três andares em volta do templo e do santuário, ficando assim o edifício rodeado pelos andares laterais. 6O rés do chão do anexo tinha dois metros e meio de largura, o andar do meio tinha três metros e o andar superior, três e meio, porque a parede exterior do templo não tinha toda a mesma espessura: era mais grossa em baixo, menos grossa no andar do meio e ainda menos no andar superior, de modo que as vigas dos andares do anexo, apoiando-se nos ressaltos, não entravam nas paredes do templo. 7Na construção do templo só se empregaram pedras já preparadas na pedreira, de modo que, durante os trabalhos da construção, não se ouvia qualquer barulho de martelos, nem de cinzéis, nem de qualquer outra ferramenta. 8A porta do rés do chão ficava no lado sul do templo. Para subir ao andar do meio e ao de cima havia uma escada de caracol.

9Quando acabou de construir o templo, Salomão mandou-o cobrir com traves e pranchas de cedro. 10Os três andares que construiu em volta do edifício tinham dois metros e meio de altura cada um e estavam ligados ao templo com vigas de cedro apoiadas nos ressaltos das paredes.

11Então o Senhor disse a Salomão: 12«Quanto ao templo que estás a construir, quero dizer-te que, se te conduzires de acordo com as minhas leis e os meus decretos e cumprires todos os meus mandamentos, eu cumprirei aquilo que a teu respeito prometi a David, teu pai. 13Viverei aqui entre os israelitas e não abandonarei Israel, meu povo.»

Decoração interior do templo

14Assim Salomão terminou a construção do templo. 15As paredes interiores, desde o pavimento até ao teto, bem como todo o interior do templo foram revestidos com tábuas de cedro; o pavimento foi assoalhado com tábuas de cipreste. 16Ao fundo do templo, construiu uma divisão com tábuas de cedro, desde o soalho até ao teto, com dez metros de comprimento, que destinou para o lugar santíssimo. 17A nave do templo, em frente do santuário, media vinte metros de comprimento. 18As tábuas de cedro que revestiam o interior do templo estavam entalhadas com flores e frutos; tudo estava revestido de cedro, não se vendo uma única pedra.

19Salomão preparou o santuário no templo, para lá colocar a arca da aliança do Senhor. 20O interior do santuário, que media dez metros de comprimento, dez metros de largura e dez metros de altura, estava revestido de ouro puro. Salomão fez também em frente do santuário um altar revestido de cedro. 21Todo o interior do templo estava revestido de ouro puro; diante do santuário, que também estava revestido de ouro puro, havia umas correntes de ouro. 22Portanto, todo o interior do templo estava revestido de ouro, bem como o altar, que estava diante do santuário.

23Dentro do santuário pôs dois querubins de madeira de oliveira. Cada um deles media cinco metros de altura 24e cada uma das suas asas media dois metros e meio. Assim de uma extremidade à outra das asas, cada querubim media cinco metros. 25Os dois querubins tinham as mesmas dimensões e a mesma forma, 26isto é, ambos tinham cinco metros de altura. 27Salomão pôs os querubins no santuário, ao fundo do templo. As suas asas estendiam-se de modo que a asa de um tocava numa parede e a asa do outro tocava na parede oposta; as outras duas asas tocavam-se entre si no meio do santuário. 28Salomão revestiu também de ouro os querubins.

29Em todas as paredes interiores e exteriores do templo mandou entalhar, dum lado e doutro, figuras de querubins, palmeiras e flores abertas. 30Também cobriu de ouro todo o soalho tanto do templo como do santuário.

31As portas do santuário eram de madeira de oliveira; a trave por cima das portas fazia um bico para cima6,31 Texto hebraico de difícil compreensão.. 32Ambas as portas foram decoradas com figuras entalhadas de querubins, palmeiras e flores abertas. Todas as figuras foram revestidas de ouro. 33Para a entrada da nave principal do templo mandou fazer uma moldura retangular de madeira de oliveira. 34As duas portas eram de madeira de cipreste, cada uma com dois batentes giratórios; 35nelas foram entalhadas figuras de querubins, palmeiras e flores abertas, todas revestidas de ouro6,35 Texto hebraico de difícil compreensão..

36Em volta do átrio interior construiu um muro de três ordens de pedra trabalhada e uma fileira de traves de cedro.

37Assim no mês de Ziv, no quarto ano do reinado de Salomão, foram postos os alicerces do templo do Senhor 38e no mês de Bul, que é o oitavo mês, no décimo primeiro ano do seu reinado, ficou terminado o templo, com tudo o que era necessário e conforme estava estabelecido. Salomão construiu-o em sete anos.

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Construção do palácio real

71Salomão construiu também o seu próprio palácio, que lhe levou treze anos a concluir. 2O salão, chamado Floresta do Líbano7,2 A designação deve-se provavelmente ao facto de o salão ser revestido com madeiras do Líbano., tinha cinquenta metros de comprimento, vinte e cinco metros de largura e quinze metros de altura. Era sustentado por quatro filas de colunas de cedro com traves também de cedro sobre as colunas. 3Forrou de cedro o teto dos quartos, que assentavam em quarenta e cinco colunas, distribuídas em três séries de quinze cada uma, 4pois havia três ordens de janelas que ficavam umas em frente das outras. 5Todas as portas estavam emolduradas em retângulos, ficando umas em frente das outras, em três filas.

6Construiu em seguida o Pórtico das Colunas, que media vinte e cinco metros de comprimento e quinze metros de largura, precedido de um outro pórtico de colunas, com degraus7,6 Texto hebraico de difícil compreensão..

7A Sala do Trono, também chamada Sala do Tribunal, porque era ali que Salomão dava as sentenças, mandou-a revestir toda de madeira de cedro, de alto a baixo. 8A residência de Salomão, construída no segundo átrio, por detrás da Sala do Tribunal, era do mesmo género. O rei construiu também para a filha do faraó, com a qual se tinha casado, uma residência semelhante.

9Todas estas construções foram feitas com pedras valiosas, cortadas à medida e serradas do lado de dentro e do lado de fora, desde os alicerces até ao teto, e desde a fachada até ao átrio grande7,9 Texto hebraico de difícil compreensão.. 10Os alicerces eram também formados de pedras valiosas e grandes, umas de cinco metros e outras de quatro. 11A parte superior era também de pedras valiosas, cortadas à medida, e de madeira de cedro. 12Em volta do átrio grande havia três fileiras de pedras trabalhadas e uma fileira de vigas de cedro, tal como o átrio interior do templo do Senhor e o pórtico do palácio.

Salomão contrata o artista Hiram

13O rei Salomão mandou vir da cidade de Tiro um homem chamado Hiram7,13 Não confundir com o rei de Tiro e de Sídon também chamado Hiram., 14que era filho de uma viúva da tribo de Neftali; seu pai era de Tiro. Hiram era dotado de grande sabedoria, inteligência e habilidade para fazer toda a espécie de trabalhos em bronze. Hiram apresentou-se ao rei Salomão, que o encarregou de executar todos os trabalhos de bronze.

As duas colunas de bronze

15Hiram fundiu duas colunas de bronze, que mediam nove metros de altura e seis metros de perímetro. 16Fez depois dois capitéis de bronze para colocar em cima das colunas. Cada capitel media dois metros e meio de altura. 17Estavam ornados com redes de malha e grinaldas, em número de sete para cada capitel. 18Fez também duas fileiras de romãs em volta das redes, para cobrir os capitéis de cada uma das colunas. 19Os capitéis das colunas do pórtico tinham a forma de açucena e mediam dois metros. 20Em volta de cada capitel, na sua parte mais saliente e bojuda, junto da rede, havia duzentas romãs dispostas circularmente em duas fileiras. 21Hiram colocou estas duas colunas no pórtico do templo, uma à direita e outra à esquerda e chamou-lhes, respetivamente, Jaquin e Booz7,21 Jaquin faz lembrar a expressão hebraica (Deus) “dá estabilidade”. Booz significa “com a força” (de Deus).. 22A parte superior das colunas tinha a forma de açucena. E assim terminou Hiram o trabalho das colunas.

A grande bacia de bronze

23Fez também uma grande bacia de bronze para a água. Era redonda e tinha cinco metros de diâmetro. Media dois metros e meio de profundidade e quinze metros de circunferência. 24Por baixo da borda dessa bacia, em toda a volta, havia duas filas de decorações representando touros, dez por cada meio metro, formando uma só peça com a bacia. 25A bacia estava assente sobre doze touros de bronze. Três deles estavam voltados para norte, três para o ocidente, três para o sul e três para o oriente. As patas traseiras ficavam do lado de dentro, debaixo da bacia. 26A parede tinha oito centímetros de espessura e o seu bordo era como uma taça em forma de flor-de-lis. Levava quarenta e nove mil litros.

Os suportes de bronze

27Hiram fundiu também dez suportes de bronze, medindo cada um dois metros de comprimento, dois metros de largura e um metro e meio de altura. 28Os suportes foram feitos deste modo: tinham placas de bronze emolduradas 29e sobre as placas, entre as molduras, havia figuras de leões, de bois e de querubins. Nas molduras, por cima e por baixo dos leões e dos bois, pendiam grinaldas decorativas. 30Cada suporte tinha a forma dum carro com quatro rodas de bronze, com eixos também de bronze. Nos quatro cantos de cada um havia suportes de bronze para sustentar uma bacia; os suportes estavam decorados com figuras espirais em relevo. 31Na parte de cima do suporte havia uma abertura redonda, que sobressaía cinquenta centímetros e que servia de apoio à bacia; a abertura media setenta e cinco centímetros de diâmetro e estava ornada com várias esculturas. Os suportes eram quadrados e não redondos. 32As quatro rodas estavam fixadas em apoios por baixo das molduras do carro e os eixos passavam dum lado ao outro. Cada roda tinha de altura setenta e cinco centímetros 33e eram feitas da mesma maneira que as de qualquer carro. Os eixos, os aros, os raios e os cubos eram todos de bronze. 34Os quatro pequenos suportes nos cantos dos carros foram fundidos juntamente, constituindo uma só peça com todo o conjunto. 35A parte de cima de cada suporte estava decorada com uma coroa de vinte e cinco centímetros de altura em volta da abertura redonda. Os seus suportes e placas formavam com o conjunto uma só peça fundida. 36Hiram gravou querubins, leões e palmeiras nas superfícies planas ainda não decoradas das placas e das molduras e pôs-lhes grinaldas em redor. 37Os dez suportes foram todos fundidos da mesma maneira e com as mesmas dimensões e a mesma decoração.

38Hiram fundiu também dez bacias de bronze, uma para cada suporte. Cada bacia tinha dois metros de diâmetro e levava cerca de novecentos e oitenta litros. 39Colocou depois cinco delas do lado direito do templo e as outras cinco do lado esquerdo, mas a grande bacia, chamada Mar, colocou-a no lado direito do edifício, no canto de sudeste.

Lista sumária dos objetos de metal

40Hiram fez também bacias, pás e bacias de aspersão7,40 Acessórios para os sacrifícios e ritos de purificação.. Concluiu, pois, todas as obras que o rei Salomão lhe mandara fazer para o templo de Deus. 41Foram estes os seus trabalhos: duas colunas com os dois capitéis redondos no cimo dessas colunas, e uma espécie de grinaldas que cobriam os capitéis redondos sobre as colunas e uma espécie de grinaldas que cobriam os capitéis; 42quatrocentas romãs presas a essas duas grinaldas, dispostas em duas filas. Essas grinaldas cobriam os capitéis redondos sobre as colunas; 43fez também os dez suportes e as dez bacias assentes sobre eles, 44a grande bacia para a água com os doze touros que a apoiavam, 45os cinzeiros, as pás e bacias de aspersão. Todos esses objetos para o templo do Senhor, que Hiram fez por ordem do rei Salomão, eram de bronze polido. 46O rei mandou-os fundir em moldes de terra na planície do Jordão entre Sucot e Sartan7,46 Povoações na margem oriental do Jordão, a 60 km a noroeste de Jerusalém.. 47Salomão nunca mandou determinar o peso destes objetos, porque eram muitos. Nunca se determinou o peso dos objetos de bronze utilizados.

48Salomão mandou também fazer os objetos de ouro necessários para o templo do Senhor: o altar de ouro, a mesa de ouro sobre a qual se depositam os pães consagrados a Deus, 49dez candelabros de ouro fino colocados diante do santuário, cinco à direita e cinco à esquerda, os florões, as lâmpadas e os espevitadores, de ouro, 50os copos, os canivetes, as bacias de aspersão, as conchas e os turíbulos, de ouro fino, os gonzos das portas do lugar santíssimo, no interior do templo, e os da nave central em ouro.

51Quando se concluiu a construção do templo do Senhor, Salomão mandou levar para lá todas as coisas que o seu pai David tinha dedicado ao Senhor: prata, ouro e todos os objetos. Tudo isso foi colocado no depósito dos tesouros no templo do Senhor.

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A arca da aliança é levada para o templo

81Salomão convocou ao seu palácio, em Jerusalém, os anciãos de Israel e todos os chefes das tribos e os representantes dos clãs israelitas, a fim de transportarem a arca da aliança do Senhor da cidade de David, que é Sião, para o templo. 2E assim, todos os israelitas se juntaram diante do rei Salomão, no dia da festa solene do mês de Etanim, que é o sétimo mês do ano8,2 Trata-se da festa dos Tabernáculos.. 3Depois de chegarem todos os anciãos de Israel, os sacerdotes levaram a arca do Senhor 4e levaram a tenda do encontro e todos os objetos sagrados que lá se encontravam. Os sacerdotes e o levitas transportavam tudo. 5O rei Salomão e todo o povo de Israel, que se reuniu com ele em frente da arca da aliança, ofereceram tantos sacrifícios de ovelhas e de bois que nem se podiam contar. 6Depois os sacerdotes levaram a arca da aliança para o lugar que lhe estava destinado no santuário do templo, no lugar santíssimo, debaixo das asas dos querubins. 7De facto, os querubins tinham as asas estendidas por cima do lugar da arca e cobriam tanto a arca como os varais. 8Estes varais eram muito compridos, de tal maneira que se podiam ver as suas extremidades diante do santuário, embora não se pudessem ver de fora. Assim ficaram até ao dia de hoje. 9Na arca ficaram somente as duas placas de pedra que Moisés tinha dado. Tinha-as recebido no monte de Horeb, quando o Senhor concluiu a aliança com os israelitas, depois de saírem da terra do Egito.

10Quando os sacerdotes saíram do santuário, a nuvem encheu o templo do Senhor, 11de tal modo que os sacerdotes não puderam continuar o seu serviço de culto, pois a presença do Senhor enchia o templo. 12Então o rei Salomão exclamou: «Ó Senhor, tu disseste que desejas habitar na escuridão, 13por isso construí para ti um templo grandioso, um lugar para lá habitares para sempre.»

Discurso de consagração do templo

14Depois Salomão voltou-se para a assembleia que estava de pé, abençoou-a8,14 Ou: saudou-os. 15e falou-lhe deste modo: «Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que cumpriu o que prometeu a meu pai, David, quando lhe disse: 16“Desde o dia em que fiz sair o meu povo Israel do Egito, eu não escolhi nenhuma cidade entre as tribos de Israel, para lá construir um templo, a fim de nele habitar, mas escolhi-te a ti, David, para governares o meu povo.” 17David, meu pai, já teve a intenção de construir um templo para o Senhor, Deus de Israel, 18mas o Senhor disse-lhe: “Tiveste a feliz ideia de me construir um templo, 19mas não serás tu a construí-lo; será o teu filho que te há de nascer quem mo há de construir.” 20O Senhor cumpriu a sua promessa. Sucedi a meu pai, David, como rei de Israel, tal como o Senhor tinha dito, e construí o templo para o Senhor, Deus de Israel. 21Nele destinei um lugar para a arca, na qual se encontra o documento da aliança que o Senhor fez com os nossos antepassados, quando os tirou do Egito.»

A oração solene de Salomão

22Depois Salomão pôs-se de pé, diante do altar do Senhor, na presença de toda a assembleia de Israel e ergueu as mãos para o céu em oração, 23dizendo: «Ó Senhor, Deus de Israel, não há outro Deus como tu, nem no mais alto dos céus nem cá em baixo na terra! Tu manténs a tua aliança e a tua bondade para com aqueles que te servem e se comportam com toda a fidelidade para contigo. 24Cumpriste o que prometeste a David, meu pai. Hoje mesmo realizaste o que prometeste. 25Por isso, cumpre também agora a outra promessa que fizeste a meu pai, David, teu servo. Prometeste-lhe que haveria sempre um herdeiro seu a reinar em Israel, contanto que os seus descendentes se comportassem com fidelidade para contigo, como ele se comportou. 26Portanto, ó Senhor, Deus de Israel, cumpre agora esta promessa feita ao teu servo David, meu pai!

27Mas poderá Deus realmente habitar na terra? Se o céu, com toda a sua imensidão, não pode conter-te, muito menos este templo que te construí. 28Apesar disso, Senhor, meu Deus, atende à minha oração e à minha súplica, escuta o pedido que eu te faço hoje. 29Que os teus olhos vigiem noite e dia sobre este templo, pois é este o lugar onde disseste “o meu nome estará ali para escutar a súplica que este teu servo oferece voltado para este lugar.” 30Escuta as minhas súplicas e as do teu povo de Israel, quando orarmos voltados para este lugar. Escuta lá do céu onde habitas; escuta-nos e perdoa-nos.

31Se alguém pecar contra o seu próximo e for obrigado a vir jurar diante do teu altar, neste templo, 32escuta-o lá no céu. Faz justiça aos teus servos, julgando o culpado, ao fazer recair sobre ele o peso da sua falta e faz com que seja reconhecida a inocência daquele que não tem culpa.

33Se os israelitas forem vencidos pelos inimigos, por terem pecado contra ti, e depois se converterem a ti e te louvarem; se vierem fazer-te oração e pedir-te perdão neste templo, 34ó Senhor, escuta-os lá dos céus. Perdoa-lhes o seu pecado e faz com que o teu povo volte para a terra que deste aos seus antepassados.

35Se o céu se fechar e não cair chuva, porque os israelitas pecaram contra ti, mas eles vierem a este lugar para te louvarem; se eles se arrependerem do seu pecado, por causa do teu castigo, 36escuta-os, lá do céu e perdoa o pecado, pois são os teus servos e o teu povo. Ensina-lhes o bom caminho, que devem seguir, e faz cair a chuva sobre esta terra que é tua e que deste ao teu povo como herança familiar.

37Se o país for atingido pela fome ou pela peste e se as plantas forem atacadas pela ferrugem, pela moléstia, pelos gafanhotos ou pela lagarta, ou se os inimigos cercarem as cidades do país, e se houver alguma catástrofe ou qualquer epidemia, 38se um homem ou todo o teu povo de Israel recorrer a ti com orações e súplicas, profundamente arrependido, e levantar as mãos em oração voltado para este templo, 39ó Senhor, escuta-os lá no céu, onde habitas, e perdoa-lhes. Trata cada um segundo as suas intenções e o coração dos homens. 40Desta forma, eles hão de respeitar-te enquanto viverem nesta terra que deste aos nossos antepassados.

41Se um estrangeiro, que não pertence ao teu povo Israel, vem de um país distante atraído pela tua fama, 42e por ter chegado a toda a parte a grande fama dos teus feitos e do teu poder, quando orar voltado para este templo, 43ó Senhor, escuta-o lá no céu onde habitas e concede-lhe o que ele pede. E assim todos os povos da terra te conhecerão e aprenderão a respeitar-te como faz Israel, teu povo. Ficarão a saber que este templo que eu te construí é o teu santuário.

44Se o teu povo entrar em guerra contra os seus inimigos, para onde quer que tu o envies, se te dirigir a oração, Senhor, voltando-se para esta cidade que tu escolheste e para este templo que eu te construí, 45escuta lá do céu a sua oração e a sua súplica e faz-lhe justiça.

46Poderá às vezes acontecer que os israelitas pequem contra ti, pois não há ninguém que não peque, e tu te irrites e os entregues aos seus inimigos para os levarem prisioneiros para o seu país, seja longe, seja perto. 47Se no país para onde forem desterrados se arrependerem e se converterem e se disserem: “nós pecámos, nós praticámos o mal”; 48se eles te pedirem perdão com todo o seu coração e a sua alma, no país inimigo para onde foram levados cativos, e orarem a ti, voltados para esta terra que deste aos seus antepassados, e para a cidade que escolheste e para o templo que eu te construí, 49escuta lá do céu, onde habitas, as suas orações e as suas súplicas e faz-lhes justiça. 50Perdoa ao teu povo os seus pecados contra ti e todas as suas desobediências; tem compaixão dele e faz com que aqueles que o retêm cativo o tratem com humanidade. 51Porque é o povo que te pertence; tu o tiraste do inferno egípcio.

52Atende, pois, as orações deste teu servo e as súplicas do teu povo de Israel. Ouve-nos, ó Deus, quando chamamos por ti! 53Porque tu, Senhor Deus, os escolheste como propriedade tua de entre todos os povos da terra, conforme disseste por meio do teu servo Moisés, quando tiraste do Egito os nossos antepassados.»

Salomão abençoa o povo

54Logo que Salomão acabou de fazer esta oração de súplica ao Senhor, estando de joelhos diante do altar, levantou as mãos para o céu, 55pôs-se de pé e abençoou toda a assembleia de Israel, dizendo em voz alta:

56«Bendito seja o Senhor, que concedeu a paz ao seu povo de Israel, como tinha prometido! Não faltou a nenhuma das generosas promessas que nos fez por meio do seu servo Moisés. 57Que o Senhor, nosso Deus, esteja connosco, como esteve com os nossos antepassados; que não nos desampare nem nos deixe; 58que nos torne obedientes a ele, para que possamos sempre viver como ele deseja que vivamos e para que cumpramos os mandamentos, as leis e os decretos que ordenou aos nossos antepassados. 59Que o Senhor, nosso Deus, se lembre de dia e de noite das súplicas que agora lhe fiz, para que, dia após dia, ele seja misericordioso comigo, seu servo, e com o seu povo de Israel, de acordo com as suas necessidades quotidianas. 60E assim, todas as nações do mundo saberão que só o Senhor é Deus; não há nenhum outro. 61Portanto, sejam inteiramente fiéis ao Senhor, nosso Deus, cumpram as suas leis e obedeçam sempre aos seus mandamentos, como fazem agora.»

Consagração do templo

62Depois disto, o rei Salomão e todos os israelitas ofereceram sacrifícios ao Senhor. 63Salomão ofereceu ao Senhor vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas em sacrifícios de reconciliação. Foi assim que o rei e todos os israelitas presentes fizeram a consagração do templo do Senhor. 64Nesse mesmo dia, Salomão consagrou o interior do átrio que está diante do templo do Senhor, tendo ali oferecido os holocaustos, as ofertas de cereais e a gordura dos sacrifícios de reconciliação, porque o altar de bronze que havia perante o Senhor era pequeno, não cabendo nele os holocaustos, as ofertas de cereais e a gordura dos sacrifícios de reconciliação.

65Aproveitando a oportunidade, Salomão celebrou a festa das Tendas, juntamente com os israelitas ali reunidos em grande número, vindos de todo o país, desde o desvio para Hamat até ao ribeiro da fronteira egípcia. Celebraram a festa na presença do Senhor, nosso Deus, durante sete dias8,65 Seguimos a antiga tradução grega. O texto hebraico acrescenta: e sete dias: catorze dias; o que dificilmente se concilia com o início do v. 66 que diz no oitavo dia.. 66No oitavo dia o rei despediu o povo e todos regressaram às suas casas, abençoando8,66 Ou: saudando. Salomão, com o coração alegre por todos os benefícios que o Senhor tinha concedido ao seu servo David e ao seu povo de Israel.