a BÍBLIA para todos Edição Comum (BPT)
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81Jesus foi depois para o Monte das Oliveiras. 2No dia seguinte, de madrugada, voltou ao templo e toda a gente foi ter com ele. Jesus sentou-se e começou a ensinar. 3Entretanto, os doutores da lei e os fariseus levaram-lhe uma mulher apanhada em adultério. Colocaram-na no meio do povo 4e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi apanhada a cometer adultério. 5Moisés, na lei, mandou-nos apedrejar8,5 Ver Lv 20,10; Dt 22,22–24. tais mulheres até à morte. E tu, que dizes?»

6Eles puseram-lhe esta questão, porque queriam apanhá-lo em falso para depois o acusarem. Jesus, porém, inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo. 7Mas como continuavam a interrogá-lo, levantou-se e disse-lhes: «Aquele de entre vós que nunca pecou, atire-lhe a primeira pedra.» 8Jesus inclinou-se novamente e continuou a escrever no chão. 9Ao ouvirem estas palavras, foram saindo dali um a um, a começar pelos mais velhos, e só lá ficou Jesus e a mulher ao pé dele. 10Jesus então levantou-se e perguntou-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?» 11«Ninguém, Senhor!», respondeu ela. «Também eu te não condeno», disse Jesus. «Vai-te embora e daqui em diante não tornes a pecar.»]

Jesus, luz do mundo

12Noutra ocasião, Jesus falou ao povo deste modo: «Eu sou a luz do mundo8,12 Comparar com Is 49,6; Mt 5,14; Jo 9,5.. Quem me seguir deixa de andar na escuridão e terá a luz da vida.» 13Disseram então os fariseus: «Tu dás testemunho de ti mesmo e portanto o teu testemunho não tem valor.» 14Jesus retorquiu: «De facto, eu dou testemunho de mim mesmo, mas ele é válido porque eu sei donde vim e para onde vou. Vocês é que não sabem donde eu vim, nem para onde vou. 15Julgam de modo puramente humano, mas eu não julgo ninguém. 16Mesmo que eu julgue, o meu julgamento é válido, porque não sou eu apenas a julgar, mas sim eu e o Pai que me enviou. 17Na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro8,17 Ver Dt 19,15; comparar com Dt 17,6; Nm 35,30.. 18Pois bem, eu sou testemunha de mim próprio, mas o Pai, que me enviou, testemunha também por mim.» 19Perguntaram-lhe: «Onde está o teu Pai?» «Vocês não me conhecem a mim nem ao meu Pai. Se me conhecessem, também conheceriam o Pai», respondeu-lhes Jesus.

20Jesus pronunciou estas palavras quando estava a ensinar no templo, no lugar em que se encontrava a caixa das ofertas. E ninguém o prendeu, porque a sua hora ainda não tinha chegado.

Quem é Jesus

21Jesus disse-lhes mais: «Eu vou-me embora. Vocês hão de procurar-me, mas hão de morrer no pecado. Para onde eu vou, não podem ir.»

22Diziam entre si os judeus: «Será que ele vai matar-se? Pois afirma: “Para onde eu vou, vocês não podem ir.”» 23Jesus continuava a dizer-lhes: «Vocês são cá de baixo mas eu venho lá de cima. Vocês pertencem a este mundo, mas eu não sou deste mundo. 24Por isso é que vos disse que haviam de morrer nos vossos pecados. Se não acreditarem naquilo que eu sou8,24 A expressão grega é a tradução do tetragrama divino hebraico YHWH: Eu sou aquele que sou. Comparar com Ex 3,14–15 e ver Jo 8,28; 13,19; 18,6–7., hão de morrer nos vossos pecados.»

25«Quem és tu, afinal?», perguntaram-lhe os judeus. Jesus respondeu-lhes: «O que vos tenho dito desde o princípio8,25 Outras traduções: Antes de mais: isso mesmo que vos estou dizendo. Ou: Em primeiro lugar, por que é que eu vos havia de falar?! 26Teria muito que dizer e condenar a vosso respeito. Mas devo transmitir ao mundo tudo o que ouvi daquele que me enviou, e que é verdadeiro. E aquilo que eu digo ao mundo é aquilo que lhe ouvi.»

27Eles não perceberam que Jesus lhes falava do Pai. 28Por isso Jesus tornou a dizer-lhes: «Quando vocês levantarem ao alto o Filho do Homem8,28 Comparar com 3,14., hão de descobrir quem eu sou8,28 Ver 8,24 e nota., e que nada faço por minha própria vontade. Digo apenas aquilo que o Pai me ensinou. 29Aquele que me enviou está comigo e não me deixa só, porque faço sempre aquilo que lhe agrada.»

30Ao ouvirem estas palavras, muitos dos presentes creram nele.

A verdade é libertadora

31Disse então Jesus aos judeus que tinham acreditado nele: «Se obedecerem fielmente ao meu ensino, serão de facto meus discípulos. 32Conhecerão a verdade e ela vos tornará livres.» 33Eles retorquiram: «Nós somos descendentes de Abraão8,33 Comparar com Mt 3,9; Lc 3,8. e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer que vamos ficar livres?» 34Jesus continuou: «Declaro-vos que todo aquele que peca é escravo do pecado. 35Um escravo não fica na família para sempre; o filho é que fica para sempre. 36Se realmente o Filho vos torna livres, então ficam mesmo livres. 37Eu bem sei que são da descendência de Abraão, mas procuram matar-me porque não aceitam o que eu vos digo. 38Eu falo do que o Pai me mostrou, e vocês devem fazer aquilo que ouviram do Pai.»

Os filhos de Abraão e os do Diabo

39Os judeus responderam-lhe: «O nosso pai é Abraão.» Mas Jesus contestou: «Se fossem filhos de Abraão, procediam como ele. 40Tudo quanto eu faço é ensinar-vos a verdade, tal como a recebi de Deus. Vocês procuram matar-me mas Abraão não fez nada disso. 41Vocês procedem mas é como o vosso pai!» Os judeus replicaram: «Nós não somos filhos ilegítimos. Temos apenas um Pai, que é Deus.» 42Jesus respondeu: «Se Deus fosse na verdade o vosso Pai, seriam meus amigos, porque saí de Deus e vim dele. Eu porém não vim por minha iniciativa; foi ele que me enviou. 43Por que é que não compreendem aquilo que eu digo? É porque não querem aceitar a minha doutrina. 44O vosso pai é o Diabo e o que vocês querem é fazer aquilo que lhe agrada. Ele foi assassino desde o princípio. Nunca esteve ao lado da verdade, porque nele não há verdade. Quando diz mentiras fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e é o pai da mentira.

45Eu, pelo contrário, digo-vos a verdade e por isso é que não acreditam em mim. 46Quem dentre vós pode provar que eu tenho algum pecado? E se vos digo a verdade, por que é que não acreditam em mim? 47Quem é de Deus escuta as palavras de Deus. Por isso, vocês não me escutam, porque não são de Deus.»

Jesus e Abraão

48Os judeus replicaram: «Não temos nós razão ao afirmar que não passas de um samaritano e estás possesso do Demónio?8,48 Ver 7,20 e nota.49Jesus disse-lhes: «Não estou possesso do Demónio. Apenas procuro honrar o meu Pai, ao passo que vocês insultam-me. 50Eu não procuro a minha glória, mas há alguém que a procura e faz justiça. 51Fiquem sabendo isto: quem obedece à minha palavra nunca mais há de morrer.»

52Os judeus acusaram-no: «Agora estamos certos de que estás possesso do Demónio. Abraão morreu, todos os profetas morreram, e tu vens-nos dizer: quem obedece à minha palavra nunca mais há de morrer? 53Porventura és mais importante do que o nosso pai Abraão? Ele morreu e os profetas também morreram. Afinal, quem pretendes tu ser?» 54Retorquiu-lhes Jesus: «Se eu quisesse honrar-me a mim mesmo, a minha honra de nada valia. Mas quem me honra é o meu Pai, aquele de quem dizem: “É o nosso Deus.” 55Mas vocês não o conhecem; eu conheço-o. E se dissesse que o não conhecia, era mentiroso tal como vós. Mas eu conheço-o e faço o que ele diz. 56Abraão, o vosso antepassado, alegrou-se com a ideia de poder presenciar a minha vinda. Viu e ficou feliz.»

57Disseram-lhe ainda os judeus: «Ainda não tens cinquenta anos e dizes que viste Abraão?» 58Jesus afirmou-lhes: «Fiquem sabendo que, antes de Abraão nascer, já eu era aquele que sou8,58 Ver 8,24 e nota.

59Então pegaram em pedras para lhe atirar, mas Jesus escondeu-se e saiu do templo.

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Cura de um cego de nascença

91Um dia, Jesus encontrou no seu caminho um homem cego de nascença. 2Os discípulos perguntaram-lhe: «Mestre, quem foi que pecou para este homem ter nascido cego? Ele ou os pais9,2 Ver Ex 20,5.3Jesus explicou: «Nem pecou ele nem os pais, mas é para que o poder de Deus se possa manifestar através dele. 4Precisamos de fazer, enquanto é dia, as obras daquele que me enviou. Vem a noite e já ninguém pode trabalhar. 5Enquanto estiver neste mundo, sou a luz do mundo9,5 Ver 8,2 e nota.

6Tendo dito isto, cuspiu no chão, fez com a saliva um pouco de lodo e aplicou-o nos olhos do cego9,6 Comparar com Mc 8,23.. 7Depois disse-lhe: «Agora vai-te lavar à piscina de Siloé9,7 A piscina de Siloé ficava dentro dos muros de Jerusalém. Ver 2 Rs 20,20; Is 8,6..» (Siloé significa «Enviado de Deus»). O homem foi lavar-se e ficou a ver.

8Os vizinhos e o povo, acostumados a vê-lo pedir esmola, diziam uns para os outros: «Não é este o que costumava estar sentado a pedir esmola?» 9Uns diziam: «É ele mesmo.» Outros afirmavam: «Não é, não! É outro muito parecido com ele!» Porém, o que tinha sido cego garantia-lhes: «Sou eu, sou!» 10Perguntaram-lhe então: «E como é que agora já não és cego?» 11«Aquele homem chamado Jesus», respondeu ele, «fez um pouco de lodo, aplicou-o nos meus olhos e disse-me: vai lavar-te à piscina de Siloé! Eu fui, lavei-me e comecei a ver.» 12Perguntaram-lhe então: «Onde é que está esse homem?» «Não sei», respondeu.

Os fariseus negam o poder de Jesus

13O homem que tinha sido cego foi depois levado à presença dos fariseus. 14O dia em que Jesus fez o lodo e lhe deu a vista era sábado. 15Por essa razão, os fariseus perguntaram ao homem como é que tinha sido curado. E ele contou-lhes: «Pôs-me um pouco de lodo nos olhos, fui-me lavar e agora vejo.» 16Alguns dos fariseus replicaram: «Quem fez isso não é um homem de Deus, pois não respeita a lei do sábado.» Mas outros perguntavam: «Como pode um homem ser pecador e fazer sinais destes?» E gerou-se uma discussão entre eles. 17Voltaram a perguntar ao que tinha sido cego: «E tu o que é que dizes dele, uma vez que te deu a vista?» E ele: «É um profeta

18Mas os chefes dos judeus não queriam acreditar que ele tinha sido cego e que tivesse sido curado. Chamaram os pais dele 19e perguntaram-lhes: «É este o vosso filho? É verdade que ele nasceu cego? Como é que ele agora tem vista?» 20Os pais responderam: «Sim, é verdade que este é o nosso filho e que nasceu cego. 21Mas como é que agora vê não sabemos. E também não sabemos quem o curou. Já tem idade para responder, perguntem-lhe!» 22Foi por medo que eles deram esta resposta, porque os chefes dos judeus tinham resolvido expulsar da sinagoga9,22 Ver 7,13 e nota. todo aquele que confessasse que Jesus era o Messias. 23Por isso é que disseram: «Ele já tem idade para responder, perguntem-lhe.»

24Os chefes dos judeus mandaram chamar outra vez o que tinha sido curado, e disseram-lhe: «Dá glória a Deus9,24 Expressão hebraica que exprime a ideia de reconhecer a verdade, confessar. Ver Lc 23,47. Aqui quer dizer: Reconhece diante de Deus, como nós, que esse homem é um pecador.! Nós sabemos que esse homem é um pecador.» 25«Se é pecador ou não, isso não sei», respondeu ele. «O que sei dizer é que eu era cego e agora vejo.» 26Tornaram-lhe a perguntar: «Que é que ele te fez? Como é que te abriu os olhos?» 27«Já vos contei como foi, mas vocês não acreditaram em mim», respondeu ele. «Que mais querem ouvir? Será que também querem ser seus discípulos

28Ao ouvir isto, os fariseus insultaram-no: «Tu é que és discípulo desse homem! Nós somos discípulos de Moisés. 29Sabemos que Deus falou a Moisés; mas deste, nem sequer sabemos donde é.» 30Ele replicou: «Que coisa estranha! Não sabem donde ele é, mas a verdade é que ele me deu a vista. 31Ora nós sabemos que Deus não ouve os pecadores, mas escuta aqueles que o adoram e fazem a sua vontade9,31 Ver Is 1,15; Sl 34,16; 66,18; Pv 15,29.. 32Desde que o mundo é mundo, nunca se ouviu dizer que alguém desse a vista a um cego de nascença. 33Se esse homem não viesse de Deus nada podia fazer.» 34Responderam, por fim, os fariseus: «Tu nasceste cheio de pecados e queres ensinar-nos?»

E puseram-no fora.

Cegueira dos fariseus

35Jesus soube depois que tinham expulsado o homem da sinagoga. Tendo-o encontrado disse-lhe: «Tu acreditas no Filho do Homem36O outro perguntou-lhe: «Senhor, quem é ele, para que eu acredite?» 37«Já o viste», declarou-lhes Jesus. «É aquele que está a falar contigo.» 38Então ele prostrou-se diante de Jesus e exclamou: «Eu creio, Senhor!» 39Jesus disse-lhe mais: «Eu vim a este mundo para fazer um julgamento: os que são cegos hão de ver e os que veem hão de ficar cegos.»

40Os fariseus que estavam com ele, ao ouvirem tais palavras, disseram-lhe: «Porventura também nós somos cegos?» 41Jesus esclareceu: «Se fossem cegos não tinham culpa do mal que fazem. Mas uma vez que afirmam “nós é que vemos”, o vosso pecado continua.»

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As ovelhas conhecem o pastor

101Jesus continuou: «Ouçam com atenção: aquele que não entra no curral das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lado, é ladrão e salteador. 2Aquele que entra pela porta é o verdadeiro pastor das ovelhas. 3O guarda abre-lhe a porta, as ovelhas conhecem a sua voz, ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva-as a pastar. 4Depois de as tirar a todas do curral, vai à frente e elas seguem-no, porque conhecem a sua voz. 5Se fosse um estranho, já não o seguiam, mas fugiam dele, porque as ovelhas não conhecem a voz dos estranhos.»

6Jesus apresentou-lhes esta parábola, mas eles não compreenderam o que ele queria dizer.

Jesus é o bom pastor

7Por conseguinte Jesus continuou: «Em verdade vos digo, eu sou a porta por onde entram as ovelhas. 8Aqueles que vieram antes de mim foram ladrões e salteadores10,8 Ver Jr 23,1–2; Ez 34,2–3., mas as ovelhas não fizeram caso deles. 9Eu sou a porta. Aquele que entrar por mim salva-se. É como uma ovelha que entra e sai do curral e encontra pastagens. 10O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância. 11Eu sou o bom pastor10,11 Comparar com Sl 23,1; Is 40,11; Ez 34,15; 37,24.. O bom pastor está pronto a morrer pelas suas ovelhas. 12O assalariado, que não é o pastor e a quem as ovelhas não pertencem, logo que vê chegar o lobo, abandona-as e foge. O lobo apodera-se delas e põe-nas em fuga. 13O assalariado não se preocupa com as ovelhas, porque o assalariado só se interessa pelo salário e não pelas ovelhas porque não lhe pertencem.

14Eu sou o bom pastor, conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-me a mim. 15Conheço-as tão bem como o Pai me conhece a mim e eu o Pai10,15 Ver Mt 11,27; Lc 10,22., e é por isso que estou disposto a dar a vida por elas. 16Tenho ainda outras ovelhas que não são deste curral. Preciso de as conduzir também. Elas hão de ouvir a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.

17O Pai ama-me, porque estou disposto a sacrificar a minha vida para a receber de novo. 18Ninguém me tira a vida. Eu dou-a de livre vontade. Tenho poder de a dar e de a recuperar. Foi esta a missão que recebi de meu Pai.»

19Os judeus voltaram a desentender-se por causa destas palavras de Jesus. 20Muitos comentavam: «Ele tem demónio e está louco. Por que é que vocês fazem caso dele?» 21Mas outros diziam: «Estas palavras não podem vir de possesso do Demónio! E como é que um demónio podia dar vista a cegos?»

Os judeus não aceitam Jesus

22Era inverno, e em Jerusalém celebrava-se a festa da Consagração10,22 A festa da Consagração ou Dedicação do Templo celebrava-se em Jerusalém nos finais de dezembro, em memória da restauração e consagração do altar do templo, por Judas Macabeu, em 165 ou 164 a.C. do Templo. 23Jesus passeava no templo, na parte conhecida pelo Pórtico de Salomão. 24Os judeus rodearam-no e perguntaram-lhe: «Até quando nos trazes na dúvida? Diz-nos claramente se és ou não o Messias25«Já o disse, mas não querem acreditar», respondeu-lhes. «As coisas que eu faço por ordem de meu Pai falam por mim, 26mas vocês não acreditam porque não são das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas obedecem à minha voz, eu conheço-as e elas seguem-me. 28Dou-lhes a vida eterna e elas nunca mais hão de morrer, nem ninguém as poderá arrancar da minha mão. 29Aquilo que o meu Pai me deu é o mais importante10,29 Alguns manuscritos têm: Meu Pai é que mas deu e ninguém é mais forte do que ele.. Por isso ninguém as pode arrancar das mãos de meu Pai. 30Eu e o Pai somos um só.»

31Os judeus pegaram outra vez em pedras para lhe atirar. 32«Entre todas as belas ações do Pai que vos mostrei, qual é aquela pela qual me quereis apedrejar?», perguntou-lhes. 33Os judeus responderam-lhe: «Não te vamos apedrejar por causa das belas ações que tens feito, mas sim por uma blasfémia, porque sendo tu apenas um homem estás a fazer-te passar por Deus10,33 Ver Lv 24,16.34Jesus explicou: «Não está escrito na vossa lei: Eu declaro que vocês são deuses10,34 Ver Sl 82,6.? 35O que a Sagrada Escritura diz vale para sempre. Se chama deuses àqueles que receberam a palavra de Deus10,35 Outras traduções dizem: àqueles a quem se dirigiu a palavra de Deus, em referência ao Sl 82 (ver versículo anterior), que chama deuses aos príncipes e juízes estabelecidos por Deus., 36como podem dizer àquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo que blasfema, por ter afirmado: “Eu sou o Filho de Deus?” 37Se eu não faço as obras de meu Pai, está bem que não acreditem em mim; 38mas se as faço, mesmo que não acreditem em mim, devem acreditar nessas obras para saber e compreender, de uma vez para sempre, que o Pai está em mim e eu estou no Pai.»

39Procuravam outra vez prendê-lo, mas Jesus escapou-se-lhes das mãos. 40Retirou-se novamente para a outra margem do rio Jordão, para o lugar onde João tinha estado antes a batizar, e ficou por ali algum tempo. 41Muita gente ia ter com ele e dizia: «João não fez nenhum milagre, mas tudo quanto disse deste homem era verdade.» 42E muitas pessoas que lá foram creram em Jesus.