a BÍBLIA para todos Edição Católica (BPTct)
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Apelo à conversão

11No oitavo mês do segundo ano do reinado de Dario1,1 Em outubro-novembro de 520 a.C., a palavra do Senhor foi dirigida ao profeta Zacarias, filho de Berequias e neto de Ido nestes termos: 2O Senhor ficou profundamente furioso com os vossos antepassados, 3mas agora voltem-se para mim. Palavra do Senhor, todo-poderoso! E eu me voltarei para vós, diz o Senhor, todo-poderoso! 4Não façam como os vossos antepassados a quem os antigos profetas falaram, pedindo-lhes para abandonarem a má conduta que levavam e as más ações que praticavam. Mas eles não quiseram escutar nem me prestaram atenção. 5Onde estão agora os vossos antepassados? E os profetas acaso duram sempre? 6Entretanto as palavras e mandamentos que dirigi aos meus servos, os profetas, acabaram por chegar aos vossos antepassados e eles mudaram de vida. E disseram: «Como o Senhor, todo-poderoso propôs tratar-nos, assim o fez de acordo com a nossa conduta e como mereciam as nossas ações.»

Visão dos cavalos

7Aos vinte e quatro dias do décimo primeiro mês, que é o mês de Chebat1,7 Corresponde a fevereiro de 519 a.C., no segundo ano do reinado de Dario, o Senhor falou ao profeta Zacarias, filho de Berequias e neto de Ido. 8Zacarias conta como foi: «Nessa noite, eu vi um cavaleiro montado num cavalo vermelho. Estava parado entre as murtas no fundo de um vale e, atrás dele, havia cavalos vermelhos, escuros e brancos. 9Perguntei-lhe então o que significava aquilo e o anjo que falava comigo respondeu: “Vou mostrar-te o que significam estas coisas.” 10O homem que estava entre as murtas disse: “Estes são os que o Senhor enviou a percorrer a terra.” 11Nisto os cavaleiros dirigiram-se ao anjo do Senhor que estava entre as murtas para lhe dizerem: “Nós já percorremos toda a terra e encontrámo-la tranquila e calma.”

12O anjo exclamou: “Ó Senhor todo-poderoso, há já setenta anos que estás irado com Jerusalém e com as outras cidades de Judá. Até quando continuarás sem ter compaixão destas cidades?” 13O Senhor respondeu então ao anjo, que falava comigo com palavras de bondade e de conforto. 14Mandou-me anunciar esta mensagem: “Eu, o Senhor todo-poderoso, sinto grande amor por Jerusalém e pelo monte Sião 15e estou profundamente irado contra as nações orgulhosas. Com efeito, eu estava um pouco irado com o meu povo mas elas aumentaram a sua ruína. 16Por isso, volto-me de novo com bondade para Jerusalém. O meu templo será reedificado, a cidade reconstruída e a corda de medir1,16 A figura da corda de medir quer dizer que a cidade será reconstruída. será estendida sobre a cidade.” 17Disse-me ainda para anunciar, em nome do Senhor todo-poderoso o seguinte: “As minhas cidades hão de novamente encher-se de riqueza, e oferecerei o meu conforto a Sião e darei as minhas preferências a Jerusalém.”»

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Visão dos chifres e dos ferreiros

21Noutra ocasião, eu vi quatro chifres. 2Perguntei ao anjo que falava comigo o que significavam e ele deu-me esta resposta: «Representam o poder daqueles que dispersaram os habitantes de Judá, de Israel e de Jerusalém.»

3O Senhor fez-me também ver quatro ferreiros 4e eu perguntei: «Que vêm eles fazer?» Respondeu-me: «Vieram fazer tremer e derrubar as forças das nações que se levantavam contra Judá, vieram contra esses que dispersaram os habitantes de Judá, sem ter havido ninguém que lhes pudesse resistir.»

Visão da corda para medir

5Tive ainda uma outra visão em que me apareceu um homem que levava na mão uma corda para medir2,5 Em algumas versões, o capítulo 2 começa aqui e os 4 versículos anteriores fazem parte do capítulo 1.. 6Perguntei-lhe: «Para onde vais?» E ele respondeu-me: «Vou medir o comprimento e a largura de Jerusalém.»

7O anjo que falava comigo afastou-se e um outro anjo foi ao encontro dele 8para lhe dizer:

«Corre, para ires falar àquele jovem

que tem a corda na mão.

Diz-lhe que Jerusalém vai ser de novo habitada

e serão tantos os seus habitantes e os seus animais

que já não poderá ter muralhas.

9O Senhor diz: “eu mesmo serei

como uma muralha de fogo à volta de Jerusalém

e que, no meio da cidade,

manifestarei a minha presença poderosa.

10Andem!

Fujam das terras do Norte2,10 As terras do Norte são o império babilónico.!

Palavra do Senhor!

Pois como os quatro ventos do céu vos dispersei.

Palavra do Senhor!

11Anda Sião, liberta-te,

Tu que estás na cidade Babilónia.”

12O Senhor todo-poderoso, que me enviou com esta mensagem

contra as nações que vos despojaram diz:

“Se alguém toca em vós, povo de Sião,

toca na menina dos meus olhos.

13Por isso, vou levantar-me contra essas nações,

para que sejam despojo para

aqueles que outrora lhes estiveram sujeitos.

E assim vocês ficarão a saber

que o Senhor todo-poderoso me enviou.”

14O Senhor acrescenta ainda:

“Canta de alegria povo de Jerusalém,

porque eu venho viver no meio de ti.

15Muitas nações se unirão ao Senhor

e serão o povo de Deus,

mas é no meio de ti que o Senhor habitará.”

Quando isso acontecer vocês ficarão a saber

que foi o Senhor que me enviou.

16Judá será novamente propriedade do Senhor,

a terra que lhe é consagrada, e Jerusalém a sua cidade escolhida.

17Que todo o mundo fique em silêncio,

pois ele vem da sua santa morada até nós.»